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Iberdrola inicia montagem da conduta forçada de Gouvães

A estrutura terá um total de 2.800 m de comprimento e faz parte do circuito hidráulico do aproveitamento hidroelétrico de Gouvães, que conta com uma potência instalada de 880 MW 


A Iberdrola deu início à montagem da conduta forçada, integrada no circuito hidráulico do aproveitamento hidroelétrico de Gouvães, um dos mais importantes empreendimentos no contexto do projeto do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, cujos trabalhos de fornecimento e montagem irão prolongar-se por 4 anos.

Trata-se da montagem de uma conduta forçada em aço de 11.800 toneladas, com um comprimento total superior a 2.800 metros, se tivermos em conta todas as suas ramificações, e diâmetros que variam entre 2,8 e 6 metros. 

A construção desta estrutura implica o transporte de uma série de anéis de aço que serão soldados no local de montagem e que no total irão fazer parte da conduta de mais de 2.800 m de comprimento. Este equipamento envolve, ainda, 110 toneladas de material de soldadura.

A conclusão desta estrutura irá permitir a passagem da água armazenada na albufeira de Gouvães, até à albufeira de Daivões, em modo turbinação, produzindo energia. No funcionamento em bombagem, a passagem da água será em sentido contrário.

O aproveitamento hidroelétrico de Gouvães terá uma potência instalada de 880 MW, graças às suas quatro turbinas reversíveis de 220 MW cada e aproveita uma queda bruta máxima de 665 m entre a albufeira superior (Gouvães) e a inferior (Daivões).

Um dos pontos-chave deste projeto – o sistema de bombagem – é um exemplo da aposta da Iberdrola por tecnologias de produção de energia, confirmando o seu posicionamento como líder em energias limpas. De facto, o sistema de bombagem apresenta-se, atualmente, como o mais eficiente método de armazenamento de energia, pois permite gerar uma grande quantidade de energia com um tempo de resposta muito reduzido e sem gerar nenhum poluente para a atmosfera.

Além disso, é fundamental enquanto salvaguarda para o sistema elétrico, graças à sua grande flexibilidade na resposta às variações da procura e do seu contributo para o aproveitamento máximo da energia renovável, sobretudo eólica, visto que permite armazenar energia, através do enchimento de uma albufeira superior, por bombagem de água, em momentos de menor procura. Esta água será novamente utilizada, em momentos de maior procura, e enviada para uma albufeira inferior gerando, assim, energia. 

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega, um dos mais importantes projetos hidroelétricos levados a cabo na Europa, nos últimos 25 anos, contempla a construção de três barragens – Alto Tâmega, Daivões e Gouvães – e contará com uma capacidade instalada de 1.158 MW, com uma capacidade estimada de produção anual de mais de 1.760 GWh.

Com um investimento de mais de 1.500 milhões de euros, a Iberdrola prevê que o projeto do Sistema Eletroprodutor do Tâmega promova a dinamização económica na região, principalmente nos municípios mais envolvidos no projeto como Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Cabeceiras de Basto, Chaves, Boticas, Valpaços e Montalegre. Para além disso, este projeto prevê a criação de 13.500 postos de trabalho de forma direta e indireta.

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