Agostinho Chaves

Três horas frenéticas

Terá ficado na história do jornal “A Voz de Trás-os-Montes” (fazendo ressalva de que a História não tem limites temporais) a edição da passada semana em que, no domingo, ocorreram as eleições autárquicas.


E foi no próprio domingo que uma equipa esforçada, diligente, abnegada, unida e entusiasmada, se deitou a fazer as contas do escrutínio, a elaborar quadros, gráficos, textos, publicar fotografias e ouvir testemunhos daqueles que se candidataram, em toda a região transmontana, de Lamego a Miranda do Douro, de Montalegre a Sabrosa. Apenas em três horas. Depois de um dia movimentado, à procura das informações que antevíamos interessantes para os nossos leitores, a noite reservou-nos três horas frenéticas. E o resultado final, aquele que todos viram nas páginas da edição da semana em que antecipámos a saída para segunda/terça feira, só se tornou possível pelo envolvimento de todos, do telefone ao computador, da rua à sala de redação e desta à sala de grafismo e composição e pela excelente coordenação de pessoas e meios, de Bragança ao Barroso, do Alto Tâmega ao Douro, de Chaves a Vila Real.

O trabalho não foi fácil, mas foi motivador. Quem o fez sentiu-se recompensado pelas reações de quem olhou o jornal com olhos de ver e lhes transmitiu mensagens de encómio. Mesmo assim, sentimos que um pouco mais poderia ter sido feito: o fornecimento de alguns dados e resultados eleitorais atrasou-se numa ou noutra assembleia de voto, o tempo das três horas pareceu ter andado mais depressa do que o habitual, a gráfica solicitava que fossemos mais rápidos, porque há tempos a cumprir. E estes, ao contrário dos da História, têm limites.

Por isso, terão os leitores notado este ou aqueloutro erro, imperfeições de pormenor. Algumas delas foram alteradas posteriormente, já sem hipóteses de serem corrigidas, tal como as três mulheres presidentes de Câmara (nós falámos de duas, mas a terceira ainda saiu a tempo no gráfico do seu concelho) ou os sete votos de Murça que caíram na redação antes de elaborarmos o texto de entrada, mas que, depois, se veio a verificar serem, afinal, mais.

Mesmo assim, o trabalho de “A Voz de Trás-os-Montes” foi arriscado, mas bom e útil, porque sintetizou, antes que mais alguém o pudesse fazer, toda a informação pela qual quem nos lê está à espera. Distrito a distrito, concelho a concelho, freguesia a freguesia.

Estamos num ano especial, o dos 70 anos da nossa existência. E assumimos o objetivo de sempre: formar e informar, porque os leitores, assinantes, anunciantes, vendedores e amigos bem merecem uma voz livre e isenta, caraterística da dos transmontanos: a verdadeira voz de Trás-os-Montes.

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