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Portugal e Espanha unem esforços para internacionalizar Tresminas e Las Médulas

O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado e a conselheira de Cultura e Turismo da Junta de Castilla Y León, Maria Josefa Cirac, que preside à Fundação Las Médulas, rubricaram na segunda-feira, em Carucedo, um protocolo de ações comuns nos territórios mineiros romanos de Tresminas, Portugal e Las Médulas, Espanha. O acordo vigora durante cinco anos, podendo ser prorrogado.


Alberto Machado referiu que o acordo serve para “olhar o património como uma oportunidade” e “temos um compromisso elevadíssimo” com as pessoas para o desenvolvimento local. O plano estratégico de Tresminas passa por um trabalho conjunto com Las Médulas na valorização patrimonial e natural.

Maria Josefa Cirac assinalou a comemoração dos 20 anos de Las Médulas como Património Mundial e sublinhou a importância de uma colaboração intensa entre Las Médulas e Tresminas nos últimos anos evidenciada no acordo transfronteiriço agora assinado.
Este projeto cultural comum permite, desde logo, a internacionalização dos respetivos territórios e encurtar distâncias com atividades conjuntas de valorização do legado romano na Península Ibérica, tais como aprofundar a investigação, a comunicação, a formação de guias e a promoção de ações socioculturais. 

A título de exemplos, no âmbito escolar, foi já criado um jogo para crianças com os respetivos patrimónios mineiros. E na cultura, há uma permuta de exposições nos respetivos espaços arqueológicos que se prolongará em 2018 (Ano Europeu do Património Cultural).
Las Medulas é Património Mundial desde 4 de dezembro de 1997 e há o propósito de alargar o Complexo Mineiro Romano de Tresminas à respetiva classificação pela UNESCO, na categoria de Paisagem Cultural. 

Ainda que com diferentes sistemas de exploração aurífera, estes territórios mineiros localizados no noroeste peninsular tinham o mesmo propósito, o de cunhagem de moeda que servia o Império Romano. Nesta cerimónia que assinala o futuro comum que está a ser trilhado nestes territórios que distam 200 km entre si, estiveram autarcas, arqueólogos, técnicos especialistas e responsáveis socioculturais que testemunharam a convergência transfronteiriça.

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