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UTAD com 2 milhões de euros para desenvolvimento agrário

No âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está a participar em 20 projetos que envolvem um financiamento para a instituição de cerca de 2 milhões de euros.


Estes projetos envolvem sobretudo investigadores das Escolas de Ciências Agrárias e Veterinárias e Vida e Ambiente da UTAD.

São cerca de 135, os parceiros de entidades públicas e privadas envolvidos nestes projetos, que englobam autarquias, empresas, cooperativas, associações diversas, produtores singulares.

Com as parcerias constituídas para cada projeto “pretende-se desenvolver um plano de ação visando a inovação no setor agrícola, respondendo a problemas concretos ou necessidades que se colocam à produção e aos agricultores”. São projetos que visam, no essencial, “apoiar a transferência de conhecimento e de tecnologias das instituições de investigação científica para os produtores, ou se necessário apoiar a experimentação agrícola”, explica Alberto Baptista, pró-reitor da UTAD.

Os projetos aprovados incidem no setor agrário, em áreas de atuação diversas como a produção animal (pequenos ruminantes, efluentes de pecuária, produtos cárneos, raça arouquesa, leite e vespas), passando pela produção agrícola (olivicultura e azeite, castanheiro, cereja de Resende, frutos secos, gestão stress hídrico de vinhas, combate biológico vinha e frutos secos, valorização frutos secos, proteção fitossanitária maçã) e produção florestal (cancro pinheiro). 

Dentro destes projetos destacam-se os da cereja de Resende que apresenta potencial de crescimento em termos de produção e valor, embora com problemas vários a resolver, relacionados com a adaptação de variedades, as práticas culturais  e a organização da comercialização; e um outro relacionado com os problemas de sanidade animal que afetam os pequenos ruminantes em regiões de montanha, com perdas acentuadas na produção, e onde já escasseia a produção de cabritos ou borregos tão apreciados na nossa gastronomia.  

Estes projetos, quer seja pelos problemas que visam resolver, quer seja pelo elevado número de parceiros envolvidos e a sua diversificação, “permitem à Universidade afirmar-se, como um ator chave no desenvolvimento regional agrário e rural. É através da aposta na valorização económica dos recursos agrários regionais, designadamente com mais inovação ao longo da fileira, que deverá assentar o desenvolvimento sustentável do território e a fixação de população”, conclui o pró-reitor.

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