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Presidente da República de Cabo Verde elogiou acolhimento do IPB

Jorge Carlos Fonseca elogiou acolhimento de estudantes cabo-verdianos, sublinhando a colaboração com o IPB na formação especializada para o mercado de trabalho do seu país


Jorge Carlos Fonseca, presidente da República de Cabo Verde, esteve em Bragança, a visita que se deveu ao facto de existir uma comunidade de cerca de 700 alunos cabo-verdianos no Instituto Politécnico de Bragança. “Sendo presidente da República, e da maneira como vejo esse papel de um presidente junto das pessoas, é sempre um prazer estar com as comunidades cabo-verdianas, trazer um abraço, novidades da terra, ver como estão”, explicou Jorge Carlos Fonseca, acrescentando saber que os estudantes seus conterrâneos “estão bem inseridos na comunidade, são bons alunos, são bons representantes de Cabo Verde e estão num ambiente com muita ligação às autoridades municipais e académicas”.

“Estou agradavelmente surpreendido. Quando falarem em virem mais alunos para Bragança fico mais tranquilo porque sei que vêm para um sítio onde estudam, aprendem, têm boas condições de trabalho e estão numa instituição de qualidade”, referiu o PR, lembrando ainda que a colaboração entre o seu país e o IPB é “proveitosa”, desde logo porque “há 700 jovens a adquirir uma capacitação científica, técnica e profissional, o que pode ser muito benéfico e frutífero para um país como Cabo Verde”.

Sem poder assegurar se os alunos regressam ao seu país de origem, mas afirmando que o cabo-verdiano é muito ligado à sua terra, Jorge Carlos Fonseca explicou que, atualmente, existe um problema de desemprego jovem acentuado em Cabo Verde. No entanto, como adiantou, a formação destes alunos é maioritariamente nas áreas de saúde e tecnologia, sendo mais fácil o acesso ao mercado de emprego cabo-verdiano.

“Neste momento também temos ensino superior em Cabo Verde. Passámos de um tempo em que éramos todos formados fora. Atualmente, a grande maioria dos alunos de ensino superior estudam em Cabo Verde e 13 mil no exterior, principalmente em Portugal e no Brasil. Temos universidade pública e nove instituições privadas, o que é muito para um país como o nosso. Mas é bom diversificar a formação e é natural que os jovens queiram arejar ideias, conhecer outros mundos. É uma condição normal nos jovens”, disse o presidente da República.

Quanto à escolha das universidades fora de Cabo Verde, o presidente afirmou que essa é dos alunos e das famílias, mas o governo pode orientar, tendo sempre presente se se trata de uma instituição de qualidade, se dá formação em áreas importantes para o país, os custos, entre outros critérios, que, segundo Jorge Carlos Fonseca se verificam em Bragança.

Durante a visita, visitou ainda a exposição “Cabo Verde, o espírito do lugar” de Graça Morais, patente no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

 

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