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Festival PAN vai revitalizar aldeia de Vilarelhos este fim-de-semana

A aldeia de Vilarelhos, em Alfândega da Fé, prepara-se este fim-de-semana para ser palco do Festival e Encontro Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em meio rural, mais conhecido por PAN. O evento, que decorre entre 6 e 8 de julho, promete animar a região do Nordeste Transmontano com atividades culturais. 


O festival PAN, de origem espanhola, aposta, há 16 anos, na cultura para reavivar o meio rural.  A iniciativa oferece um conjunto de experiências, onde reúne diversos artistas ibéricos que levam arte de vanguarda, poesia, música e cultura até à população. Como refere a presidente da freguesia de Vilarelhos, Célia Pancha, “é uma também de as pessoas ganharem mais alguma coisa”, visto que os habitantes vivem essencialmente da agricultura.

A população que há vários meses prepara este momento, abre agora as portas para alojar os artistas que vão participar no evento. De acordo com a autarca, trata-se de “uma grande mobilização”, a começar no arrendamento de quartos nas próprias habitações, com os populares a fazerem remodelações para que quem vem se sinta melhor.

Para além disso, esta é também uma forma de mostrar a cultura e o que se cultiva naquela terra. Ao longo dos três dias, os produtos serão expostos para venda e utilizados para a confeção das refeições.

Manuel Ambrosio Sánchez, autarca local e diretor do festival, disse que “começaram no ano de 2003 e, a partir desse momento, junto com outras políticas, o povo começou a revalorizar-se”. O responsável pela iniciativa ibérica considera que a mesma “foi um elemento extraordinário para valorizar os recursos do município: as casas, os currais, todo o tipo de construções e espaços”.

Ao receber este evento, a presidente da Câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes, procura a dinamização e reconhecimento do território de Trás-os-Montes, esperando, ainda, nesta valorização das relações com Espanha e com o festival em concreto, “contrariar algumas imagens negativas e preconceitos sobre as zonas rurais”.

“Em Portugal, ainda continuamos a ver o interior e principalmente as pequenas aldeias como comunidades isoladas, atrasadas, muito ligadas ao passado e nós estamos aqui a querer fazer um choque com esse tipo de preconceitos e mostrar que numa pequena aldeia as pessoas se estão a organizar e que há aqui um território atrativo que pode acolher pessoas mais urbanas, artistas”, concretizou.

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