Agostinho Chaves

EDITORIAL

Três pinceladas

Começa o período de férias mas não acabam os temas políticos, sociais, judiciários, culturais ou desportivos (especialmente estes, por causa do futebol) para continuarmos a ler e ver, comparar, refletir, conversar e concluir sobre o que se passa, de bom e de menos bom, à nossa volta.


Para nosso bem e segurança, a Terra continua a sua marcha imperturbável à volta do Sol, sempre à mesma velocidade, garantindo-nos dias e noites, invernos e verões, condições de sobrevivência e de afirmação, nas mesmíssimas condições de sempre sem que o Homem ouse alterar esta sua dinâmica, o que seria trágico (mesmo assim, o Homem vai ameaçando…).

Três pinceladas recentes, para descontrair:

1-A Tailândia sempre foi tida como um país atrasado, onde só uma indústria (a do sexo) era considerada como a sua mais-valia. Mas a Tailândia está a ser muito mais do que isso. E aquilo que está a fazer pelos jovens futebolistas e seu treinador encerrados numa gruta é relevante. Pior é o que refere o JN de segunda-feira: “Portugal não possui estrutura para este tipo de resgate”. A ver se este exemplo poderá mudar alguma coisa entre nós.

2-No mesmo dia, o mesmo jornal diz que “manuais usados amontoam-se nas escolas”, reforçando que estas não têm espaço para precaver um milhão de livros usados que ninguém quer. Ainda ninguém se lembrou, também, de promover a sua reciclagem. Num mundo e num tempo em que as crianças “exigem” telemóveis e tabletes novos e topo de gama, não é crível que essas mesmas queiram usar livros velhos e usados antes. E os pais, porventura, pensam o mesmo.

3-A atribuição de galardões vulgarizou-se tanto que a sua credibilidade também se afundou. Há pessoas de mérito que nunca receberão qualquer medalha oficial e muitos bajuladores que já têm as prateleiras lá de casa cheias de comendas. Só que a autarquia flaviense homenageou Francisco Carvalho, presidente honorário do Desportivo de Chaves. Sobre o mérito desta atribuição parece não haver qualquer contestação. Francisco Carvalho merece.

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