UCC Mateus

SAÚDE ENTRE LINHAS

Cuidados a ter na exposição de crianças ao sol

A radiação UV pode ter um efeito nocivo a nível cutâneo, como diferentes tipos de cancro da pele, queimaduras solares, envelhecimento, mas também a nível ocular, como cataratas ou doenças oftalmológicas agudas. 


As consequências da radiação adquirem especial importância nas crianças, uma vez que apresentam uma epiderme mais fina e menos melanizada, pelo que a queimadura solar se estabelece de forma mais fácil, com efeitos negativos tardios mais marcados. 

Diversos estudos revelam que a exposição solar excessiva em crianças e adolescentes contribui para o aparecimento de cancro cutâneo na vida adulta. 

A quantidade e a qualidade da radiação UV que atingem a superfície terrestre depende da latitude, das estações do ano, da hora do dia, do tipo de solo que pode difundir e refletir de forma diferente, a neve reflete 90%, a areia 20% e a água 5%. 

A exposição solar das crianças deve ser cuidadosa e controlada pelo relógio, devendo evitar-se o período entres entre as 11h e as 17h.Crianças com menos de um ano de idade não devem ser expostas ao sol e deve evitar-se em crianças com menos de três anos.

Não devem ser utilizados protetores solares em crianças com menos de seis meses, e os utilizados em crianças devem ser do tipo inorgânicos (minerais) pelo menos até aos três anos de idade. A pele deve estar coberta o mais possível, através de peças de vestuário de tecido leve e largo, de textura densa e cores mais escuras (preto, azul, verde ou vermelho escuro), que apesar de se tornarem mais quentes são mais eficazes a bloquear a passagem da radiação UV. É muito importante a utilização de chapéu de abas largas e cabelo comprido ou solto para proteção das orelhas e pescoço, assim como de óculos de sol com efetiva capacidade de filtração da radiação UV. Usar sempre protetor solar, confirmando que possui simultaneamente filtros anti-UVB e anti-UVA, com fator de proteção igual ou superior a 30 e resistente à água. A aplicação deve ser feita em todo o corpo da criança, 15 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para permitir uma absorção eficaz, e ser renovada de 2 em 2 horas, especialmente se a criança estiver molhada ou transpirar bastante. 

Deve dar-se atenção ao índice de radiação UV, emitido pelo Instituto de Meteorologia, sendo que um índice superior a 8 deve levar a precauções especiais com o sol. Importa lembrar a recomendação da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, que defende a “regra da sombra: sombra aumentada, hora apropriada”.

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