UCC Mateus

SAÚDE ENTRE LINHAS

Dia Internacional dos Avós

Para comemorar o dia internacional dos avós, que se celebra hoje, e para não esquecermos esta geração grisalha que tanto tem feito pelo nosso país e por cada uma das suas/ nossas famílias, desta vez decidimos não ser nós a escrever, mas pedimos a um jovem adolescente para o fazer.


Queríamos perceber e dar voz aos jovens, sobre os seus sentimentos relativamente a uma geração que tantas vezes é considerada pela nossa sociedade como um fardo económico e social. 

“Vivemos num Portugal diferente, em constante mutação desde a génese da democracia em 1974. O papel familiar é, cada vez mais, distinto do século XX, onde o homem era o único sustento da família, enquanto a mulher se encarregava da lida doméstica e da educação dos filhos. A igualdade de género trouxe um novo aspeto: tanto a mulher como o homem vivem vidas de trabalhadores profissionais, o que cria uma nova necessidade relativamente aos casais com filhos - quem toma conta das crianças durante o horário laboral? Creches, infantários e atl’s? Claro que sim, mas não chega. E aqui entram os avós. O avô que vai buscar o menino à escola e a avó que faz o almoço todos os dias. O avô que joga à bola, passando conhecimentos dos tempos de glória do Eusébio e Peyroteo, e avó que ajuda nos trabalhos de casa enquanto prepara um lanchinho. Infelizmente, nunca tive a oportunidade de ter um avô no verdadeiro sentido da palavra, mas posso afirmar com orgulho que tive duas avós que valiam por quatro. Lembro-me, como se de ontem se tratasse, dos pedacinhos de queijo da bola cor de rosa com marmelada que a minha avó Ana me preparava, de ter o almoço - e que almoço (sim, os cozinhados da avó são os melhores do mundo)! - sempre pronto quando chegava a casa do colégio. Acima de tudo, recordo-me da amiga incondicional e de quem sempre estava do meu lado, mesmo quando eu não tinha razão, em todas a desavenças clássicas de um adolescente com os pais. A lei da vida, no entanto, fez questão de tornar estes dias em apenas memórias, mas memórias que se perpetuarão. Os avós são como segundos pais que, por já o terem sido, não sentem a necessidade de o ser novamente - ou seja, vêm os netos como os “meninos dos olhos deles”, mas que contribuem como ninguém para o desenvolvimento da nossa personalidade. Há que valorizar os avós todos os dias e não apenas no dia dos avós, respeitando o facto de serem de uma geração totalmente diferente e com valores completamente diferentes dos nossos. Só é pena não serem eternos!”

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