Mário Lisboa

O desenvolvimento de Trás-os-Montes e as acessibilidades que ainda faltam à região

Estivemos em Vila Real na ocasião das corridas internacionais, que são uma das marcas da nossa terra.


Para além de todo o movimento que um evento deste trouxe à “Bila”, com centenas de pessoas, também verifiquei uma constante presença de visitantes nacionais e estrangeiros que povoaram e vão continuar a estar em toda a região transmontana

Com o fechar das linhas de via reduzida do Corgo e Tua, hoje em dia só a estradas que estão de facto boas, é que alguém consegue chegar a Vila Real, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança via auto. É evidente que as carreiras aéreas diárias Tires-Cascais, Viseu, Vila Real, Bragança e volta, já ajudam nas deslocações dos residentes em Trás-os-Montes. Só pecam por irem para o Aeroporto Secundário de Tires-Cascais, o que causa sérios embaraços não só aos nossos conterrâneos residentes em Lisboa, mas em especial aos emigrantes que vindos de Paris, Londres, Berlim e outros destinos são metidos num autocarro (Transfer) e só passados 45 minutos, ou mais, estarão no terminal aéreo já referido de Tires-Cascais.

Mesmo assim, estas carreiras aéreas registam um afluxo notável de utentes, o que é de realçar. Deste modo, é cada vez mais necessário um Aeroporto Secundário em Trás-os-Montes. E porquê?

Porque a febre do conhecimento e presença na Região do Douro vem sendo ressaltada na “comunicação social escrita e televisiva”. E mesmo assim basta dar uma volta por Trás-os-Montes nesta época para se chegar a esta conclusão: é que só as estradas não chegam para atenuar as distâncias que estão entre Lisboa, Vila Real e Bragança.
Continuando ainda dentro desta problemática, parece-nos urgentes as seguintes ações:

Aumentar a pista em serviço do aeródromo de Vila Real em cerca de 800 metros para além dos 970 já existentes no seu cumprimento atual.

Ressuscitar, pondo novamente a funcionar as linhas férreas do Tâmega, Corgo e Tua e, ainda, prolongar pela reativação o troço da linha do Douro entre o Pocinho e Barca de Alva.
Apresentação a nível governamental dum estudo devidamente fundamentado da localização correta e adequada dum Aeroporto secundário dentro dos já existentes (Vila Real e Bragança). O estudo em referência não é difícil, pois existem planos diretor dos Aeródromos de Vila Real e Bragança na posse das respetivas autarquias, onde se definem as possibilidades da transformação de aeródromos em aeroportos para a finalidade em vista.

Mais: em notícia publicada na primeira semana de julho deste ano, escrevia-se que o Aeródromo de Viseu poderia ser o Aeroporto de entrada para o Douro. De facto, ao longo dos anos da existência da infraestrutura aeronáutica Visiense, a câmara que a tutela, tem demonstrado uma vontade política de modernização do aeródromo, nunca deixando construir nada em toda a área adstrita do complexo aeronáutico existente, possibilitando assim, o desideratum e a notícia do Público acima referida.

Finalmente, achamos que um Aeroporto Secundário em Trás-os-Montes já deveria ter sido conseguido. Para tal só é necessária vontade política, o  que não parece faltar aos autarcas de Vila Real e Bragança.

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