Uma palavra de congratulação, reconhecimento e estímulo

No dia 6 de Agosto, a Vila de Ribeira de Pena celebrou os 225 anos da inauguração da sua Igreja Paroquial do "Divino Salvador". Para celebrar a efeméride, D. Amândio Tomás presidiu a uma Eucaristia, onde pronunciou a seguinte homilia:
 


"A Igreja do Divino Salvador de Ribeira de Pena foi construída, na segunda metade do século XVIII, como outras congéneres. Tem duas torres sineiras e o Salvador a guiar, no corpo da Igreja, rumo ao Altar, situado, a ocidente. A obra foi paga, pelo mecenas, emigrante, que faleceu antes de ser concluída. Trata-se de Manuel José de Carvalho, que fez fortuna, no Brasil, o qual, em Carta de 1759, manifestou o desejo de construir, na terra natal, a expensas próprias, a Igreja, então iniciada e inaugurada, em 1793. Daí resultou este templo, em estilo barroco tardio, com traços de rococó. 

Passaram 225 anos desde a inauguração da Igreja, monumento e o ex libris da graciosa e histórica Vila de Ribeira de Pena, cuja história se perde, nos vestígios Romanos e Celtas e nos alvores da Idade Média, com foral real manuelino, no século XVI. O Concelho de Ribeira de Pena viu o território alargado, em 1853, na extinção do concelho de Cerva. Espero que a barragem e outros empreendimentos ajudem a fixar as pessoas e a travar a desertificação e a morte do interior de Portugal, esquecido e moribundo, sem gente, sem instâncias governativas, sem voz e sem alternativas.

Como Bispo da Diocese de Vila Real quero congratular-me com os caros Irmãos e Irmãs da gloriosa Vila de Ribeira de Pena e felicitá-los pelo empenho manifestado em manter o tesouro religioso, monumental e cultural recebido e por se terem unido, no restauro dos Altares laterais e da Igreja, faltando o Restauro do Altar-Mor, que urgentemente precisa de intervenção. Apraz-me também felicitar os Cristãos e os homens e mulheres de boa vontade, que contribuíram, para a obtenção do maravilhoso Órgão de Tubos, o qual, segundo a Constituição da Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II,  “é capaz de acrescentar um esplendor notável às cerimónias da Igreja e de elevar, poderosamente, as almas, para Deus e para as realidades celestes” (S. C. 120). 

Ao celebrar os 225 anos de tão glorioso templo, não esquecer a edificação da Igreja feita de pessoas, que são as pedras vivas, o motivo da Encarnação do Filho de Deus e da intervenção de Deus, na história humana e a razão de ser da Liturgia e da actividade missionária da Igreja, que tem como objectivo a glória de Deus e a salvação dos Fiéis.  
Conheço o entusiasmo missionário dos Jovens e Adultos, na Paróquia, sendo notório o Vosso amor a Jesus Salvador, por isso, peço que, em Vós, aumente a fé e a esperança, para, com o testemunho, alegria e coagem, conquistardes para Cristo o maior número de irmãos e para que, na Igreja, a vida cristã “cresça, floresça e frutifique”! 
Parabéns, caros Irmãos e Irmãs e caro Padre Carlos Rodrigues e que Deus Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo Vos abençoe e fique convosco para sempre."

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