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Mário André assumiu o comando do Alijoense

É um regresso a uma casa que bem conhece. O ex-jogador, Mário André, assumiu o comando técnico da equipa sénior do Alijoense, depois da saída do treinador Nuno Almeida, que ditou também a demissão do presidente Artur Almeida.


Em declarações à VTM, o novo timoneiro revela que não tinha intensões de regressar ao ativo, no entanto, “não podia recusar o pedido de vários membros da direção”, entre os quais o Abel Pereira, “umas das pessoas que mais me apoiou enquanto fui jogador e também na minha carreira de treinador”.

Mário André sabe que tem pela frente uma tarefa complicada, mas assume o desafio que tem pela frente: “formar jogadores e homens”. “É uma equipa muito jovem, com miúdos naturais do concelho, outros vêm de Murça e também alguns de Vila Real. Assumi o compromisso de trabalhar estes meninos para dignificar o nome do clube e disputarmos cada jogo como se fosse uma final”.

O novo técnico sabe que as condições de hoje são muito diferentes daquelas que teve quando esteve no comando da equipa há uns anos, mas acredita que pode fazer um bom trabalho. “Na altura, as condições financeiras eram outras e o plantel era mais equilibrado, mas assumo que este é um grande desafio e no final da época espero ver a evolução destes miúdos para que no futuro possam assumir outros campeonatos, porque há qualidade para isso, mas é preciso motivá-los”.

O treinador já orientou a equipa na deslocação a Cerva e na receção ao Mondinense.

NUNO ALMEIDA TRISTE COM AFASTAMENTO

Já o ex-treinador, Nuno Almeida, em declarações à VTM, revela a sua surpresa com o afastamento do comando da equipa, até porque a época estava a correr dentro das expectativas. “Ainda hoje não percebi o motivo do meu afastamento, quando já passaram cerca de três semanas. Inicialmente disseram-me que era o ano zero, que iriamos construir uma equipa. No início foi difícil arranjar jogadores, mas quando estava tudo estabilizado, um diretor decidiu afastar-me, baseando-se em falsidades e mentiras”.

Classificando este seu afastamento como “um dos momentos mais tristes” da sua carreira desportiva, Nuno Almeida gostava de ter uma explicação para o seu despedimento, quando, segundo ele, tinha alcançado a estabilidade, depois de “alguma turbulência que se verificou na pré-epoca”. “Vivemos num meio pequeno, as pessoas passam por mim e baixam a cabeça, mas continuo à espera que a direção justifique a minha saída, como ficou de o fazer pessoalmente”.

Por último, o ex-treinador realça que não recebeu qualquer remuneração durante os dois meses que esteve ao serviço do clube do seu coração, agradecendo o apoio dos jogadores e da sua família. “Estava convicto que iriamos fazer um excelente campeonato e dignificar o bom nome do clube”.

 

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