Levi Leandro

SCVR

Olha para o que eu digo, mas não olhes para o que eu faço

O vereador Adriano Sousa, na última Assembleia Municipal (27/9), proferiu em português do Brasil, para justificar algumas necessárias, mudanças repentinas de opinião, “quem não muda vira poste”, existe também a portuguesíssima expressão similar “só não mudam os burros”.


Há onze meses, (8/11/17) Francisco Carvalho (FC) em entrevista concedida ao NVR e analisando uma guerra de comunicados, entre o seu Movimento de Apoio e o anterior executivo, comentou uma declaração anónima da direção anterior, que passo a citar “A direção não reconhece legitimidade especial aos verdadeiros autores do comunicado. Que possuem uma gestão transparente e participada… e que as portas estão abertas a quem queira participar na vida do clube”, respondendo da seguinte forma: “Os sócios que pagam quotas têm toda a legitimidade para quando entenderem opinar e defender o SCVR não precisam de “legitimidade especial” e porventura passada pela direção...” 

Na mesma entrevista, FC a uma pergunta feita sobre o orçamento da anterior direção, respondeu: “Pelo exposto constata-se facilmente que o orçamento rondará os 100 mil euros. Algo não está bem, ou melhor, esclareçam os sócios com documentos.”

Senhor líder da coligação, e o orçamento desta época? Será como o vice-presidente para o futebol afirmou à VTM, “um orçamento um bocadinho acima do Vila Pouca, com média de 200 a 250€ por jogador?” E a sua frase no 2º parágrafo continua a ser válida? “Os sócios que pagam quotas têm toda a legitimidade para quando entenderem, opinar e defender o SCVR, não precisam de legitimidade especial” e porventura passada pela direção. Informar e esclarecer, tal como a direção anterior, não parece ser o lema da sua coligação.

Há cerca de 13 meses (11/9/17), o Eng.º João Álvaro escreveu, “fui abordado pelo Arménio, convidou-me para ficar com a comunicação do clube num contexto de trabalho de direção que me explicou e que, a ser verdade, penso poder abarcar todo ou grande parte do projeto, que a nossa lista tinha e tem. Os estatutos serão revistos de imediato com eleições no final deste processo, e entendi aceitar por achar mais útil estar por dentro. Conversarei com vocês, todos ou um a um, sobre isto, se puder ser. Informei o Sr. Carvalho disto ontem mesmo (10/9/17)”. 

Em 25/2/18, FC opinou no NVR “… por isso não gostei do que ouvi no domingo, dia 18/2, quando vinha de Pedras Salgadas e escutava na UFM os comentários ao jogo Santa Marta-Vila Real, algumas trocas de palavras entre o diretor de comunicação (d.c.) do SCVR para o jornalista da UFM, o d.c. não pode dizer “o clube não fala mais para a vossa rádio”, pois este tipo de afirmações não fica bem a quem as proferiu e também penso que não terá competência para as fazer…”. Sobre os dois últimos parágrafos, penso que não é necessário fazer comentários, nove meses depois, houve uma união de facto e nasceu a geringonça… será que foi um parto planeado?

Para concluir, contra factos escritos pelos próprios não há argumentos, cada sócio ou simpatizante tirará as ilações que entender, tendo em conta o título deste artigo, ciente, que uns defendem princípios, outros por conveniência, não querem virar poste…

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