Susana Magalhães

Agrifiba na vanguarda da inovação no tratamento da azeitona

A Agrifiba, localizada no Regia Douro Park, arranca na próxima segunda-feira com a campanha de transformação da azeitona, em que se espera quantidades idênticas à do ano passado.


 “Aqui a qualidade está garantida, devido ao facto de o azeite ser transformado a frio”, explicou à VTM Ivo Borges, proprietário da empresa. “Quando se transforma a azeitona em azeite com temperaturas superiores a 30 graus, estamos a retirar-lhe todas as vitaminas, ou seja, acabam por morrer com essa temperatura tão elevada”.

 

Este responsável acrescentou que se deixa de ter uma gordura saudável, para se passar a ter “uma gordura extremamente prejudicial à saúde”. “É o mesmo que se utilizar óleo, já que deixa de ser o verdadeiro sumo da azeitona, como se pretende”. 

 

Além da qualidade e higiene garantidas, a Agrifiba aposta na rapidez de transformação, tendo capacidade para processar 70 toneladas de azeitona por dia. “O ideal é as pessoas apanharem a azeitona e transformá-la logo em seguida, para não perder qualidade”, explicou o proprietário da empresa, que na campanha do ano passado transformou 1 milhão e 100 quilos de azeitona, que renderam 250 mil litros de azeite, provenientes de 400 agricultores de toda a região transmontana.

 

Ivo Borges

Apesar das condições não terem sido as melhores para o desenvolvimento da azeitona, nesta campanha Ivo Borges acredita que a produção será idêntica à de 2017. “O ano passado foi excelente para a produção de azeite e acredito que possamos atingir os mesmos números”.  

 

Para garantir a qualidade no produto final, o empresário alerta os produtores para apanhar o fruto e levá-lo para ser transformado de forma mais célere possível. “Não precisam de estar a escolher a azeitona em casa, pois nós rececionamos o fruto, fazemos a lavagem e a separação da folha, num processo que é muito rápido”, sustenta Ivo Borges, salientando que o objetivo é que as pessoas “comecem a tratar bem o fruto em vez de o apanhar, meter em sacos e guardar durante algum tempo, o que vai afetar o resultado final. Nós temos palotes e dornas, que cedemos aos agricultores”. 

 

Há cerca de um ano no mercado, a Agrifiba tem quatro colaboradores permanentes, mas nesta altura a equipa de trabalho é reforçada para dez, que “estão empenhados em oferecer um produto de excelência aos clientes”.

 

Para o futuro, Ivo Borges tem “boas perspetivas” com uma parceria com o mercado espanhol e em 2020, espera chegar aos quatro milhões de quilos de azeitona transformada. 
 

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