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Ascenso Simões reivindica mais equipamentos para as escolas profissionais

No âmbito da discussão do Orçamento de Estado para 2019, o deputado socialista eleito pelo círculo de Vila Real, Ascenso Simões, aproveitou para transmitir ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, duas preocupações relacionadas com as escolas de Formação Profissional no distrito.


De acordo com o deputado, é extremamente necessário que o Governo abra concursos para as escolas adquirem equipamentos, colmatando as dificuldades que estas têm sentido nos últimos anos.

Além disso, Ascenso Simões aproveitou ainda para alertar para a concorrência das empresas privadas neste domínio, no que diz respeito à oferta de formação profissional, referindo que estas não “podem por em causa a sustentabilidade de escolas que dispõem de quadros docentes estáveis”. Para o deputado socialista, importa “introduzir um regime de regularização desta oferta, de forma a permitir que as escolas profissionais não sejam atacadas”.

“Estamos a assistir a uma espécie de feira do Levante da formação privada, que anda de concelho em concelho, sem qualquer ligação ao mesmo, a fazer formação nas mesmas áreas que as escolas profissionais”, sublinhou.

Contactado pela VTM, Luís Tão, presidente da Associação Empresarial Nervir, partilha da mesma opinião no que diz respeito à necessidade urgente de um concurso para novos equipamentos. Segundo este responsável, as escolas profissionais têm tido dificiuldades em atualizar os seus equipamentos, sobretudo os que estão relacionados com a área tecnológica.

“As escolas não têm verbas para atualizar o hardware e o software dos seus computadores, uma vez que muitos cursos, desta escola, estão ligados à informática. Contudo, além destes investimentos que são necessários, importa ainda a melhoria de outros aspetos, como a eficiência energética, pinturas ou revestimentos, isto no caso de todas as escolas profissionais do distrito”, referiu.

Já no âmbito dos compromissos financeiros, em especial às escolas profissionais, Luís Tão esclareceu que os pagamentos “têm vindo com mais regularidade” face ao ano passado, porém ainda estão atrasados.

“O ano de 2017 foi gravíssimo, foi um dos mais prejudicados, uma vez que só no fim do ano é que recebemos uma verba perto de 500 mil euros para pagar as despesas do ano todo. A partir daí, tem havido mais regularidade, o que levou a que não houvessem atrasos nos pagamentos a fornecedores, professores e alunos, mas ainda existem muitos atrasos”, salientou, acrescentando que é no prazo dos pagamentos que se devem fazer melhorias até para o Orçamento de Estado, pois a escola tem recebido, ainda, verbas atinentes ao ano de 2016.

“O ano letivo iniciou em setembro, o prazo do concurso para as escolas profissionais, quanto à parte financeira, terminou a 23 de outubro e as aulas começaram em setembro, pelo que essas despesas têm que se pagar e o financiamento ainda nem sequer está aprovado, o que acontecerá apenas em dezembro”, esclareceu, frisando que esses atrasos é que criam “os nossos problemas financeiros”.

No distrito de Vila Real funcionam quatro escolas profissionais: Murça, Nervir e Agostinho Roseta são de iniciativa associativa e a do Rodo/Régua depende do Ministério da Educação.

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