Aida Sofia Lima

Requalificação do posto da GNR vai custar cerca de 650 mil euros

Obras do quartel deverão arrancar em junho do próximo ano, de acordo com o protocolo assinado entre o Ministério da Administração Interna (MAI), GNR e município de Vimioso


As obras de requalificação do posto territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Vimioso irão custar cerca de 650 mil euros, estando previsto o seu arranque para junho do próximo ano. A renovação do quartel, com mais de 45 anos de existência, tem sido reivindicada há vários anos pela autarquia, tendo já sido elaborados vários projetos que acabaram por não se concretizar por falta de financiamento do MAI.

Na passada semana, em Lisboa, o município de Vimioso, a GNR e o Ministério da Administração Interna assinaram um protocolo para a concretização das obras no posto territorial da GNR de Vimioso.

Este é um protocolo preparativo do contrato interadministrativo que vai financiar as obras de requalificação do quartel e o compromisso da autarquia é concluir o projeto tão depressa quanto possível”, explicou Jorge Fidalgo, presidente da câmara municipal de Vimioso. 

O autarca lembrou que já em 2012 o município avançou com um projeto para concurso que, “infelizmente não teve andamento devido a várias vicissitudes às quais a câmara municipal foi alheia”. O projeto elaborado na altura terá que ser agora alterado e reajustado, segundo recomendações da GNR, nomeadamente a nível das especialidades, prevendo a autarquia que entre os meses de janeiro e fevereiro possa ser realizado o contrato interadministrativo, que irá financiar a obra. Tudo a correr bem, a requalificação nunca começará antes de junho do próximo ano e, no que diz respeito ao prazo de execução, este será ditado pelo concurso”, esclareceu Jorge Fidalgo.

No que diz respeito a verbas, 500 mil euros é o valor base previsto, no entanto, como adiantou o presidente, “aquilo que nos dizem os projetistas, o orçamento que estão a apresentar será superior, ao valor de 650 mil euros”, acrescentando que tudo depende do concurso público. 

Jorge Fidalgo espera ainda que haja candidatos à obra e que o concurso “não fique deserto como muitas empreitadas que têm vindo a ser lançadas em concurso público, uma situação que não acontece apenas no distrito, mas também por todo o país”. “Sabemos que a mão de obra escasseia, que as empresas estão com obras e  isso faz disparar os preços. Muitas vezes, as empresas, ou porque não estão para trabalhar pelo preço estipulado, ou porque estão com obras em curso têm dificuldade em concorrer”, explicou.

Quanto às obras de requalificação do edifício da câmara municipal, cuja conclusão estava prevista para breve, o autarca explicou que os atrasos se devem ao facto de a empresa que tinha ganho o concurso se ter deparado com alguns problemas financeiros, não podendo avançar com o projeto. “Chegámos a acordo e eles encontrarão uma outra empresa para fazer a cessão contratual. Obviamente que isso traz atrasos, mas esperamos que as coisas agora possam andar e que no início do verão do próximo ano a obra esteja pronta”, concluiu Jorge Fidalgo.

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