Agência Lusa/ Pedro Sarmento Costa

CHAVES, 1 | AVES, 2

Somatório de erros só poderia dar derrota

Os transmontanos perdiam ao intervalo com um golo do avense Mama Baldé, mas no regresso das cabines chegaram à igualdade nos instantes iniciais desta etapa.

Contudo, pouco depois, um péssimo passe de Bressan convocou o rapidíssimo Amilton para o golo e dar novamente vantagem à sua equipa, que seria determinante. 


FUTEBOL I LIGA

As equipas entravam neste jogo abaixo da linha de água, situação que só os flavienses poderiam alterar. Ora, com o resultado verificado continuam as duas abaixo dessa linha, sendo que os avenses entregaram a lanterna vermelha ao Nacional, que nesta ronda foi a Vila do Conde “roubar” pontos ao conjunto de José Gomes.

Sem poder contar com Stephen Eustáquio, o treinador transmontano lançou o brasileiro Jefferson para a posição mais recuada do terreno, mas não se ficou por aqui. André Luís ocupou a posição habitualmente de William e Bressan a de Ghazaryan, com este a derivar para a faixa direita, relegando Perdigão para o banco de suplentes. Do lado avense, José Mota colocou Carlos Ponck no eixo defensivo, substituiu Defendi, e Amiltou foi o avançado eleito, com Nildo Petrolina a atuar na ala esquerda.

Com temperaturas muito baixas, a qualidade do jogo não deu para esquecer o intenso frio que se fazia sentir. O Chaves quis desde o início do assumir as despesas, mas sem grande qualidade e com muitos passes errados e com falta de agressividade no último terço ofensivo.

A jogar em contra-ataque, os avenses tinham em Amilton o seu farol atacante. Sem ainda fazer muito por merecer o golo, os avenses chegaram-se à frente no marcador aos 19’, por Mama Baldé, que escapou à marcação de Djavan e atirou a contar sem possibilidade de defesa para Ricardo, após um cruzamento bombeado de Nelson Lenho, antigo capitão dos flavienses. Se as temperaturas eram baixas ainda ficaram pior para os locais.

Os flavienses reagiram e viveram o seu melhor período entre os 25 e 30 minutos, fase em que estiveram perto do golo. Diego Galo fez um excelente corte quando Ghazaryan estavam em condições de se isolar (25’). No minuto seguinte, Paulinho cruza bem com Jerfferson a ter condições para o golo, mas a cabecear mal, e ainda dentro desse minuto Bressan rematou ao lado, com André Ferreira fora dos postes.   

Antes do intervalo, Avto (37’) obrigou André Ferreira a uma bela estirada para evitar o golo.

O recomeço não poderia ser melhor para o Chaves, com André Luís a restabelecer a igualdade. Os flavienses davam alguns sinais de querer dar a volta ao texto, mas um passe disparatado de Bressan isolou Amilton que não perdoou.

Novamente a ter de correr atrás do resultado, os transmontanos demonstraram muita intranquilidade e não conseguiram evitar o desaire apesar de Paulinho (70’) e André Luís (em período de compensação) terem estado muito perto do golo.

Num jogo fácil de dirigir, o portuense Rui Costa não teve qualquer influência no resultado final. 

DANIEL RAMOS, treinador do Chaves 

“Tivemos 65% de posse de bola, o que é significativo, mas é preciso saber o que fazer com ela. Este jogo é a prova que não é preciso ter muita bola para estar na frente do marcador. Tivemos caudal suficiente para fazer bem mais. Há sempre o lado individual no futebol e hoje é o Bressan que está desolado. Estamos tristes por não termos conseguido voltar às vitórias e por estarmos numa posição incómoda. Já demonstrou a sua forma de jogar, que é meritória, e claro que pode ser bastante melhorada, com os resultados, mas até acontecerem temos de arregaçar as mangas. Com muita nota artística ou não, temos de sair da posição em que estamos”.

 

Paulo Sousa, adjunto do Aves 

“Foi uma vitória importante. Sabíamos que era um jogo difícil, frente a uma belíssima equipa, recheada com bons jogadores. Delineámos uma estratégia e, em especial na primeira parte quase saiu na perfeição. É importante que todos saibamos que o Aves tem uma belíssima equipa, recheada de bons jogadores. Não somos melhores agora só porque já não estamos no fundo da tabela. Sabemos que temos um trabalho árduo pela frente".

 

Amilton, velocidade furiosa

Habitualmente joga descaído sobre uma das faixas, mas desta vez atuou solto na frente de ataque e, com a sua “velocidade furiosa”, foi sempre um problema para a defensiva flaviense. Acabou por ser decisivo ao marcar o golo que selou o triunfo avense, numa altura em que “congelou” a reação transmontana. 

 

Ficha técnica

Estádio Municipal Eng. Branco Teixeira

Arbitro: Rui Costa (AF Porto) 

Auxiliado por: Tiago Costa e Jorge Bessa Silva

Espetadores: 2720

CHAVES:

Ricardo, Paulinho, Nuno A. Coelho (62’), Marcão, Djavan, B. Gallo, Jefferson (39’), Bressan © (71’), Ghazaryan, André Luís, Avto

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Niltinho (39’), William (62’), João Teixeira (71’)  

Treinador: Daniel Ramos

 AVES: 

André Ferreira, Rodrigo, D. Galo, Ponck, N. Lenho ©, Amilton (86’), V. Gomes, I. El- Adoua, M. Baldé (74’), Farina (62’), Nildo Petrolina 

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Falcão (62’), Hamdou (74’), Bruno Gomes (86’)

Treinador: José Mota

Ao intervalo: 0 - 1

Marcadores: M. Baldé (19’), André Luís (48’), Amilton (56’)

Disciplina amarelo a Marcão (29’), N. Lenho (44’), B. Gallo (61’), M. Baldé (69’), Niltinho (69’), André Ferreira (80’).

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