Márcia Fernandes

VILA REAL, 3 | VILAR DE PERDIZES, 2

Desperdício inicial levou a grande sofrimento no final

Nem a chuva intensa estragou um grande jogo de futebol, com o Vila Real e o Vilar de Perdizes a demonstrarem que têm elementos de grande valia nos seus plantéis. 


AF VILA REAL DIVISÃO DE HONRA

Depois de vencer pela margem mínima em Vila Pouca de Aguiar, em jogo em atraso, o Vila Real entrou muito forte nesta partida, criando várias situações para marcar. Logo aos 3’, Paixão entrou na área, Pini faz a mancha, a bola fica nos pés de Sampaio, que atira por cima. Dois minutos volvidos, nova ocasião soberana para os locais, mas Rui Sampaio surge na área e atira por cima, com a bola ainda a embater num defesa. Na sequência do lance, há um canto, com Paixão, à meia volta, a bater Pini, que nada pode fazer para suster o bom remate do avançado da casa. O golo animou ainda mais os alvinegros que poderiam ter voltado a marcar aos 14’, no entanto, o livre cobrado por Zé Diogo bateu na barra. Dois minutos mais tarde, perdida inacreditável de Rui Sampaio, que só tinha de desviar para a baliza deserta, após um cruzamento de classe de Zé Pedro. Com tanto desperdício dos visitados, o Vilar aproveitou para se chegar à frente e dá o mote através de Tunes, que obriga Altenir a aplicar-se e a desviar pela linha de fundo. Um remate intencional do lateral vilarense. Em cima da meia hora, Miguel Sousa salta mais alto que toda a defesa da casa e estabelece a igualdade, a corresponder da melhor forma a um pontapé de canto. Os vila-realenses tentam voltar para a frente do marcador, mas o forte disparo de André Sampaio sai por cima da trave. 

Até que, à passagem do minuto 41, Fred Coelho aparece ao segundo poste e, de cabeça, bate Pini, depois de um pontapé de canto. Ao intervalo, vantagem escassa para a produção alvinegra.

Na segunda metade, o jogo foi bastante mais equilibrado, com o Vilar a mostrar toda a sua qualidade, com o Vila Real a mostrar alguma fadiga, talvez fruto do jogo do dia 1 de novembro. Mesmo assim, foi a primeira equipa a criar perigo, com paixão a entrar na área, a rematar contra o corpo de Pini, na recarga o remate de Rui Sampaio é cortado por um defesa. Aos 60’, Tony mexe na equipa, com a entrada de Teixeirinha para o lugar de Tunes, dando maior acutilância ao ataque com a entrada do extremo. No minuto seguinte, Jonas faz o empate, depois de um bom trabalho de Ossai (ex-júnior do Vila Real) que cruza milimetricamente para um bom golo do avançado forasteiro. Os festejos duraram pouco, pois Zé Diogo marca um canto, bola na área, com Solas, em toque subtil, a marcar o terceiro. Até ao final, o Vilar apostou tudo à procura do empate, mas o Vila Real soube segurar os três preciosos pontos, que lhe garantiram a sétima vitória, em sete jogos jogados. 

Num bom espetáculo de futebol, venceu a equipa que mais oportunidades criou e concretizou, num resultado que acaba por ser justo.    

No próximo jogo, o Vila Real vai ao reduto do Vidago, enquanto o Vilar de Perdizes recebe o Ribeira de Pena. 

Declarações

Patrick Canto, treinador do Vila Real 

“Fizemos um belíssimo jogo. Entramos fortes, criamos várias oportunidades, tivemos muita posse de bola, só nos faltou ser mais fortes na finalização. Conseguimos anular a organização do Vilar, que tem uma excelente equipa, jogadores de muita qualidade e talento, sendo que alguns deles foram campeões no Chaves Satélite. Mas os meus jogadores tiveram um poder de superação incrível e aplicaram à regra aquilo que lhe pedimos para o jogo. A finalização foi aquilo em que não fomos tão fortes, mas mesmo assim estou satisfeito, depois de uma semana difícil. Não era necessário sofrer tanto, mas pecamos no último terço do terreno. Mesmo assim, a vitória é inteiramente justa” 

 

Tony, treinador do Vilar de Perdizes

"O Vila Real tem uma equipa fortíssima e entrou bem no jogo, aproveitando um erro chegou ao golo. Nós reagimos e chegamos ao empate, que foi desfeito pouco depois em mais uma desatenção da nossa equipa. Na segunda parte, já jogamos à Vilar. Tenho muito orgulho em ser treinador de um clube da aldeia. Sei que podemos estar a incomodar muita gente, o clube está a crescer, mas o Tony está em Vilar porque acredita neste projeto. Foi um excelente jogo, nada a apontar, mas acho que o empate seria o resultado mais justo, no entanto, quando se faz tanto erro é inevitável a derrota. Quanto aos objetivos para esta época, queremos morder os calcanhares aos primeiros classificados”

 

Diogo Paixão, melhor em campo

É um jogador incansável. Dá tudo o que tem em campo, com grande poder de arranque e um batalhador, apesar do aspeto franzino. Marcou o primeiro golo, com grande classe e muitas vezes foi lá atrás ajudar os seus companheiros, mostrando sempre grande entreajuda entre os setores, o que acabou por ser decisivo neste desfecho vitorioso.

 

Ficha Técnica

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca. 

Árbitro: Tiago Oliveira.

Auxiliares: Ruben Pereira e Emanuel Lopes. 

VILA REAL: Altenir, Solas, Fred Coelho ©, Eduardo Teixeira, Zé Diogo, Mika, Rui Sampaio (Rodrigo, 68’), André Sampaio (Luisinho, 79’), Zé Pedro Gregório (Raul Babo, 90’), Tiago Mourão (Gil Pinto, 90’) e Paixão.

Suplentes não utilizados: Francisco Miranda, Rui Borges e Fábio Carvalho. 

Treinador: Patrick Canto. 

VILAR DE PERDIZES: Pini, Tunes (Teixeirinha, 60’), Miguel Sousa, Leo Fernandes ©, Nuno Abreu, Jonas, Edu Alves (Edu Paiva, 70’), Jorginho (Pedro Costa, 70’), Nosike Ossai, João Pedro e Rafa (Madeira, 81’).  

Suplentes não utilizados: Batata, Opara e Fábio Pais.

Treinador: Tony Silva.

Ao intervalo: 2 – 1.

Cartões amarelos: Nuno Abreu (49’), Tunes (51’), Eduardo Teixeira (73’), Paixão (75’).

Marcadores: Paixão (9’), Miguel Sousa (30’), Fred Coelho (41’), Jonas (61’), Solas (63’). 

 

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