Barroso da Fonte

Será maioritariamente fascista o Brasil?

O Brasil é uma grande Nação. Como Português sem ambiguidades, lamento que apenas se tenham apresentado dois cidadãos, de pensamentos opostos: um a falar de armas e de cadeia perpétua. Outro a assumir a ladroagem, que é aquilo que não se merece e que vem ter à mão de forma criminosa e abjeta.


Se eu tivesse de votar na última eleição brasileira, para ser coerente com os meus princípios, votaria em branco. Se não gostei das afirmações descabeladas de Bolsonaro, muito mais me desgostei, quando soube que o substituto do corrupto Lula da Silva, iria ser o seu sósia, em carne viva. O substituto de Lula mostrou uma face simpática e afável durante a campanha. Mas foi uma farsa, descoberta nessa noite eleitoral e dias seguintes, nos distúrbios de rua.

Não gostei de ver o vencedor, de mão na mão do bispo que apareceu no ecrã a cantar vitória entre gritos histéricos, lembrando mais o fundamentalismo religioso do que o cristianismo em que me revejo desde que me conheço.

 Votar em Lula, depois do que se provou à luz da Justiça Brasileira que o meteu na cadeia por 12 anos  e o mais que se verá, seria para mim negar 80 anos de verticalidade e de coerência à prova de bala. Se calhar tenho votado, por desconhecimento, em corruptos como Lula. Já escrevi, em diversas tribunas, que fui Cavaquista, enquanto não soube que num dia 10 de Junho, atribuiu uma medalha a um autarca que deveria estar na cela 43 ou 45, quando Sócrates esteve na 44, na cadeia de Évora. Do mesmo modo quando soube que Duarte Lima, como Armando Vara, Ricardo Salgado ou Oliveira e Costa, andam por aí, com os bolsos cheios, quando à minha porta vejo, diariamente, esfomeados a procurar restos de comida nos caixotes do lixo público.

O Brasil é uma grande Nação. Como Português sem ambiguidades, lamento que apenas se tenham apresentado dois cidadãos, de pensamentos opostos: um a falar de armas e de cadeia perpétua. Outro a assumir a ladroagem, que é aquilo que não se merece e que vem ter à mão de forma criminosa e abjeta.

Nasci numa aldeia, onde um pai que conheci, se enforcou quando soube que um filho seu, tinha roubado mil e oitocentos escudos ao patrão. Era eu pastor de vacas e era ele pastor da vezeira. Chegámos a brincar juntos, com outros pastores da mesma povoação. Não sendo de louvar o suicídio, esse enforcamento, marcou-me e marcou a minha geração. Gente pobre mas honrada!

A «porca da política» tem extremos que nos deixam de boca aberta. Acabo de saber que um enfermeiro apanhou 16 meses de cadeia efetiva por ter feito uma cesariana a uma cadela que morreu por causa disso. O tribunal deu uma sentença que contrasta com tantas outras, em humanos. Pelos visto é mais grave causar maus tratos aos animais do que espancar velhos, violar crianças, extorquir os pobres para matar os vícios dos ricos. Se isto é democracia eu não sou democrata!

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