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Autarquia avança com projeto para salvar património e atrair pessoas

A câmara municipal de Montalegre vai avançar com um projeto que visa salvaguardar o património existente de modo a atrair pessoas para o território.


Em comunicado, a autarquia revela o projeto “é pioneiro” no concelho e promete ser bandeira laboral para os próximos anos. “Colocar um travão na desertificação no concelho é o principal objetivo do projeto designado “Salvar o património, povoar o território”.

O presidente da câmara, Orlando Alves, explica que esta aposta “é uma forma de dar vida às aldeias, a todo o território barrosão”, que está em processo acelerado de despovoamento e de envelhecimento. “O imenso património, sobretudo imobiliário e rural - que está abandonado e que pode ser, inclusive, onerado em sede de tributação do IMI - pode ser recuperado, revitalizado e ser uma mais-valia no sentido de atrair população ao território barrosão”, realça, acrescentando que, desta forma, o território “pode ser povoado e ser enriquecido cultural, económica e socialmente”.

Orlando Alves refere que a ideia passa por construir uma base de dados de terras e casas devolutas, “criando uma lista que será colocada no mercado da venda ou arrendamento, dando-lhes visibilidade e rentabilidade”.

Nesta plataforma serão incluídas as “construções devolutas ou mesmo aqueles espaços que estão titulados e cujos proprietários devidamente identificados, mas sem condições financeiras de os desenvolver”.

O presidente reforça que esta medida “é inédita” que será direcionada para todo o território nacional, onde “há muita gente que se sente seduzida e atraída pelo imenso património ambiental, arquitetónico e paisagístico da nossa terra”.

Esta plataforma será também “colocada no estrangeiro para que pessoas que pretendam mudar de país, possam ter a oportunidade de povoar as nossas terras”.

Para avançar com a ideia, a câmara já encetou contactos com estrangeiros que querem vir povoar o território. “Temos contactos estabelecidos no estrangeiro, em que estamos a reunir esforços para atrair casais, e não só, até à nossa terra”, frisou, adiantando que é necessário que eles percebam que aqui há atratividade”.

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