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Todos os caminhos vão dar a Santiago e um deles passa pela UTAD

Tendo como tema “O Caminho Português Interior de Santiago de Compostela (CPIS)”, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) reuniu, no dia 10, num encontro científico, um vasto conjunto de especialistas para apresentarem e debaterem os resultados do seu trabalho, em torno das potencialidades turísticas, culturais e económicas deste milenar percurso sagrado.


Foi um momento para se conhecer o processo em curso para criar a Federação Portuguesa dos Caminhos de Santiago, com o propósito de articular esforços que potenciem os vários percursos jacobeus reconhecidos no país. E ficou também a saber-se que o governo prepara legislação para certificar os caminhos de Santiago e assim preencher um vazio legal que permitirá às diversas entidades (autarquias, Igreja, associações de peregrinos, entre outras) melhor valorizar os seus projetos.

O reitor da UTAD realçou, por sua vez, a ligação natural de Portugal com a Galiza, tendo como elo de união o fenómeno jacobeu, considerando os caminhos de Santiago um marco fundamental dessa aproximação, com reflexos em domínios multidisciplinares, que vão da cultura à espiritualidade e à ciência. O futuro da Europa está cada vez mais na consolidação de grandes regiões, afirmou o reitor , “e aqui está um importante embrião.”

Ao longo do dia, as temáticas abordadas abrangeram os diversos desafios de uma herança milenar colocados aos dias de hoje, as bases históricas e antropológicas do CPIS, os diferentes patrimónios jacobeus (arqueológicos, geológicos e linguísticos), assim como a planificação e promoção do Caminho Interior aproveitando todo o seu potencial económico e cultural.

Na sessão de abertura intervieram o reitor da UTAD, Fontainhas Fernandes, o diretor do CETRAD, Timothy Koehnen, o representante de Junta da Galiza e diretor do Xacobeu, Rafael Sánchez, a vice-presidente do Município de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, e o Diretor Regional da Cultura do Norte, António Ponte, para além do coordenador do projeto GEOPARD na UTAD, Xerardo Pereiro. 

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