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GESTÃO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS

CIM Douro “não tem meios humanos e tecnológicos”

A autarquia de Vila Real decidiu não aprovar a transferência da competência de gestão de fundos comunitários para a CIM Douro.


O executivo vila-realense defende que a Comunidade Intermunicipal do Douro não tem condições suficientes para assumir esta competência, necessitando de ser reforçada de mais meios humanos e tecnológicos. 

Contactado pela VTM, Rui Santos refere que a CIM precisa de “ganhar competência técnica e de ter mais gente para cumprir com este tipo de tarefas”, até porque, segundo o autarca, as exigências de trabalho são cada vez mais. “Não estamos a depreciar o trabalho da CIM Douro. Estamos a dizer que, para assumir mais competências, é necessário mais meios humanos, técnicos e científicos, porque caso contrário, com o volume de trabalho que a CIM executa, estamos convencidos de que sobrecarregar a CIM e a sua estrutura com mais competências, torna muito difícil o trabalho que tem de desenvolver”, referiu, acrescentando, porém, que “vamos dar com certeza tempo à CIM para ganhar competências e, em junho ou julho, voltamos a pronunciarmo-nos sobre esta questão”. 

Por outro lado, Carlos Silva, presidente da CIM Douro, deixou bem claro que a Comunidade Intermunicipal “tem meios suficientes”, dando nota que é o que esta tem feito durante os últimos 10 anos, gerindo os fundos comunitários. “Quantos milhões de euros já foram executados pelos territórios da Co­munidade Inter­municipal do Douro, que passaram pela mão da CIM?”, perguntou, referindo que esta competência “é mais uma confirmação do que já fazemos”. 

“O que o Governo está a descentralizar não é na­da, uma das boas competências da CIM, que já faz, é gerir fundos comunitários, captar fundos de investimento para o nosso território”, apontou, criticando que o presidente da autarquia de Vila Real “tem que começar a participar nas reuniões da CIM”. 

No entanto, Rui Santos adiantou que tem ido “a todas as reuniões e as que não posso ir, faço-me representar”. “Não há nenhuma reunião que a Câmara de Vila Real tenha faltado”. 

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