Barroso da Fonte

Transmontanos do Porto vão homenagear Taveira da Mota

Com 92 anos faleceu em novembro último, no Porto, o empresário Eduardo Taveira da Mota.


Foi na segunda metade do século XX, um dos maiores impulsionadores da riqueza nacional. Os últimos anos passou-os em Alpendurada, onde comprou e adaptou um antigo Convento, a unidade hoteleira de altíssima qualidade. Tudo para ele era feito ao nível do melhor que houvesse. Como ninguém é eterno, apesar de nos últimos anos da sua vida já apenas se deslocar em veículo elétrico, para cantos e recantos dessa invejável unidade hoteleira, viu chegar a sua hora e até, num hospital do Porto, não foi feliz, morrendo em circunstâncias pouco claras.

Com a fortuna que herdou e que soube ampliar, pelo esforço e competência do seu trabalho, construiu um império comercial e industrial. Centralizou no Porto o quartel general das suas empresas.

Após o golpe de Estado de 1974, viu complicada a sua organização. Chegou a ser detido e teve de fugir do país, durante o PREC (1975). Passada essa humilhação e, devolvido à liberdade, retomou a deliberada vontade de vencer. Foi dirigente do Boavista e do Sport Clube de Vila Real. Apoiou muitas instituições desportivas, culturais e humanitárias. Quer em Vila Real, onde nascera, quer no Porto, onde fizera quartel general das suas empresas.

Em 1984, o autor desta nota de leitura constituiu uma comissão promotora para fundar no Porto uma Casa Regional que fosse ponto de encontro dos Transmontanos. A esse trio inicial propus que fosse o padrinho desse projeto, que passaria pela compra de Casa para sede. Aceitou o desafiou e, os quatro comprámos, no dia em que fizemos a escritura notarial, o edifício que até hoje foi centro operacional para muitas iniciativas de grande interesse para Trás-os-Montes e Alto Douro.

Na qualidade de sócio número um, propus que Taveira da Mota fosse relembrado e se lhe prestasse uma homenagem condigna. A assembleia geral de 30 de março, aprovou por unanimidade e aclamação essa proposta, cuja Comissão será constituída por todos aqueles que foram presidentes da Direção desta Instituição de Trás-os-Montes e por eventuais representantes de Clubes, Associações e Comissões Fabriqueiras de que ele foi benfeitor. A data dessa homenagem ficou de ser marcada por essa comissão organizadora. Os Transmontanos sempre foram gratos entre eles próprios e entre todos os que a eles se ajuntarem por bem. Esta notícia que estou a anunciar em primeira mão, deverá sensibilizar quantos pretendam associar-se. 

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