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ENTREVISTA A PAULO FERREIRA, TREINADOR DO SC RÉGUA

“Venderam sonhos aos jogadores e deixaram-nos apeados”

Depois de, em janeiro, ter assumido a equipa sénior Sport Clube da Régua, Paulo Ferreira dará continuidade ao trabalho que desenvolveu, no entanto, irá ainda ter a função de coordenador de todo o futebol, um desafio que abraçou com orgulho, uma vez que está no Régua por paixão e quer voltar a trazer a mística ao maior clube da cidade duriense. Nesta entrevista falou de tudo e das “ligações do clube" a  José Vieira, que “só trouxe problemas”


Perfil:
Nome: Paulo Ferreira
Idade: 34 anos
Estado Civil & Filhos: Casado, uma filha
Formação: Lic. Ciências do Desporto

 

VTM - Começou a época no Santa Marta, mas acabou por sair logo em outubro. O que correu mal?

Paulo Ferreira – Provei um pouco do meu próprio veneno, das minhas más escolhas. Quando abandonei, pensei que a estrutura técnica iria sair comigo, mas optaram por ficar. Senti que havia algo estava a ser cozinhado nas minhas costas e decidi abandonar, depois da derrota em Vidago. Mas sempre com a consciência tranquila que tinha dado o meu melhor. O objetivo era ser campeão e acho que o Santa Marta tinha equipa e qualidade humana para o conseguir.


Em janeiro assumiu o Régua. Quem o convidou?

Foi o José Vieira, no final do ano, uma pessoa com quem nunca tinha falado. Veio ter comigo, apresentou-se e convidou-me para ser treinador principal do Régua. Depois da saída do Marco Maleiro, também saíram vários diretores, mas o clube tinha de continuar. A primeira semana que cheguei para treinar foi muito complicada, quando entro no balneário para dar o treino, vários jogadores me questionaram sobre quando iriam receber os salários, que não eram pagos há cerca de dois meses. Sabia que havia jogadores que iriam abandonar e o primeiro jogo que fiz fomos a Sabroso com apenas 12 jogadores da equipa sénior, os restantes eram juniores. 

 

E depois como começaram a correr os trabalhos no clube?

Houve vários jogadores que decidiram abandonar. O José Vieira era o diretor desportivo (apesar de nunca se intitular como tal) e foi o único que ficou depois de ter saído toda a estrutura do futebol sénior. O presidente já fez sua meia culpa, ao reconhecer que delegou funções em pessoas que confiou e as coisas não correram nada bem. O meu segundo jogo é com o Vila Real e até correu

 

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