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Quintanilha Rock une povos e gerações na sua 18ª edição

De 4 a 6 de julho, o mais ibérico dos festivais portugueses regressa ao Parque do Colado, na fronteira de Quintanilha, em Bragança.


Do cartaz fazem parte alguns nomes incontornáveis do panorama alternativo nacional como Cassete Pirata, Fast Eddie Nelson, Quadra, The Black Wizards, Whales ou Missa Lava. Os músicos locais têm este ano “mais palco”, com Raiva Rosa, Meta (Mariana Bragada), Orquestra InCómoda e Quintanilha Calling, projeto que celebra os 40 anos do icónico álbum "London Calling” dos britânicos The Clash.

Uma das principais novidades da edição de 2019 do Quintanilha Rock é a tarde de sábado, que conta com várias iniciativas dirigidas a pais e filhos. Fatos robóticos com música eletrónica dos anos 70, street art com experimentação plástica, um ensemble de instrumentos de plástico reutilizado e um concerto para crianças com músicas de Capitão Fausto é o que se pode esperar desta festa familiar que inclui ainda pulos, sorrisos e algumas birras.

“O aroma da comida de casa dos nossos avós, feita ao lume, em potes ou na grelha, faz parte de uma memória coletiva que queremos partilhar com aqueles que vêm ao festival”, afirma Filipe Afonso, presidente da ArtiColado, associação responsável pela organização do Quintanilha Rock 2019. Nas mesas “corridas” do Parque do Colado, onde as refeições são comunitárias, não faltará feijoada de javali, galo no pote ou trilogia de porco bísaro, raça autóctone da região transmontana.

“Nesta edição conseguimos juntar no mesmo palco a Lúcia Gonzalo que tem 22 anos e vem de Zamora com o Prof. Octávio Fernandes que tem 68 e é de Bragança. É de encontros que se trata o Quintanilha Rock, de encontros artísticos, transfronteiriços e intergeracionais”, salienta Leonor Afonso. A vertente ibérica do festival também se materializa numa sessão de contos bilingue, em parceria com o Museu do Abade de Baçal e o Museo Etnográfico de Castilla y León.

Em 2001, um grupo de amigos da pequena aldeia fronteiriça de Quintanilha, em Bragança, decidiu organizar um festival de música rock. A receita era infalível: havia vontade de fazer acontecer, havia um amor incondicional pela música alternativa e havia uma aldeia com paisagens arrebatadoras onde vivia uma comunidade que recebia os visitantes com um lacónico e inesperado, “entre, quem é?”.

Dezoito anos volvidos, ultrapassadas as dores de crescimento, O Quintanilha Rock regressa às origens com uma proposta que inclui música independente, projetos com a comunidade local, iniciativas artísticas transfronteiriças, gastronomia tradicional e uma tarde inteiramente dedicada às famílias. “Atingimos agora a maioridade e isso reflete-se na programação do festival que este ano encontra mais públicos porque foi pensada com mais gente”, refere Filipe Afonso.

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