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Politécnico de Bragança sobe propinas e quer compensação igual às universidades

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) aumentou as propinas para 871 euros, o valor máximo fixado por lei depois da redução de 212 euros a nível nacional, revelou à Lusa o presidente da instituição.


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) teve até agora, como bandeira, a propina mais baixa do país - 810 euros. Orlando Rodrigues, presidente do IPB, justificou à Lusa a necessidade de ajustar o valor “face à mudança da legislação que desceu de 1.063 para 871 o valor máximo das propinas” em todas as instituições de ensino superior público.

O presidente do IPB considera que é uma compensação pelo esforço feito durante os anos da crise e reclama ainda que a instituição transmontana seja compensada pelo Governo como vão ser as universidades e politécnicos que tinham a propina mais alta.

Orlando Rodrigues explicou que “com a alteração desta legislação, as instituições que estavam com a propina no máximo, e que eram a maioria delas, receberam do Estado uma compensação entre este valor atual (871 euros) e o máximo anterior que era de 1.063 euros”.

Esta compensação, como disse, “para além de ser atribuída este ano vai ser integrada no orçamento dessas instituições para os próximos anos”.

“Nós estamos exatamente a reivindicar também essa compensação porque ficamos sem a possibilidade de ajustar as propinas e porque nós estivemos ao longo destes anos, sobretudo dos anos de crise, a fazer um esforço significativo que se traduziu, por exemplo em não fazer ou reduzir investimentos ao máximo quando outras instituições o fizerem”, sustentou.

O presidente do IPB insistiu que a instituição manteve a propina mais baixa, nomeadamente nos anos de crise, por “ter uma preocupação social para com os alunos mais carenciados”, apesar de ser “uma instituição subfinanciada em relação às outras”.

O valor em causa é “cerca de um milhão de euros”, que o presidente do politécnico quer que passe a ser acrescentado às transferências anuais do Estado para a instituição de ensino superior com cerca de nove mil alunos.

“É muito dinheiro e tem um impacto significativo no desenvolvimento da instituição”, frisou.

Orlando Rodrigues referiu ainda que subiu a propina das licenciaturas no IPB, mas desceu a dos mestrados, fixando agora ambas no mesmo valor de 871 euros.

O politécnico de Bragança acabou também a taxa de matrícula de 25 euros.

“Um aluno que faça o programa integral de licenciatura e mestrado tem uma redução significativa no seu conjunto. Fizemos isto para melhorar a competitividade, sobretudo na atração de mestrados”, enfatizou.

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