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1,9 milhões de euros para requalificar zona histórica do Castelo

Projeto deve avançar em breve, pois já recebeu luz verde do Tribunal de Contas 


O Município de Freixo de Espada à Cinta vai requalificar a zona histórica do Castelo e toda a área envolvente, num investimento que ronda os 1,9 milhões de euros.  

O projeto, já aprovado pelo NORTE 2020 - Programa Regional Operacional Norte, prevê requalificar aquela zona histórica com o objetivo de salvaguardar e preservar a herança cultural e histórica do Castelo.

De acordo com a autarquia, serão construídas quatro torres com alturas que oscilarão entre os 9,65 metros (Torre N) e os 27,70 metros (Torre S), concebidas em aço. “O espaço terá um passadiço que permitirá realizar a visita a toda a envolvente das muralhas”, revela a autarquia, liderada por Maria do Céu Quintas, adiantando que a zona será ainda apetrechada com um Centro Interpretativo do Castelo de Freixo de Espada à Cinta, que servirá como plataforma de apoio à visitação turística.

O projeto contempla várias componentes, designadamente as escavações arqueológicas, o restauro da muralha recentemente descoberta e da existente, a construção das torres e do passadiço, a realização de levantamentos tridimensionais, ações de museologia, assim como a reabilitação do espaço envolvente. 

Em comunicado, a autarquia realça ainda o facto de que se pretende a “valorização e requalificação do espaço, não alterando qualquer componente interior do atual cemitério, criando uma zona envolvente que transmita dignidade, de modo a potenciar turística e culturalmente o centro histórico”.

A câmara revela também que a obra vai avançar em breve, depois de ter o visto do Tribunal de Contas e o parecer favorável da Direção Regional da Cultura do Norte. 

A obra foi candidatada ao Património Cultural no âmbito do NORTE 2020, num investimento total de 1.867.893,00€, cofinanciada pelo FEDER em 1.587.709,05€. 

O projeto tem levantado preocupações, devido às torres em aço, em que há quem defenda que não devem ser colocadas, como a oposição socialista na autarquia  e também pelo vereador Rui Portela, eleito pelo PSD, que abandonaram a última reunião de câmara em protesto, depois de ter não ter sido incluído na Ordem do Dia a proposta de retirada das torres em aço do projeto. 

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