Carolina T. Lopes

COVID-19

Nuno Vaz “ataca” autoridades de saúde

O presidente da Câmara Municipal de Chaves considerou “inaceitável” a forma como as autoridades de saúde estão a trabalhar nas respostas à população do interior.


“Parece que o interior do país está abandonado. Se nos últimos tempos tem havido palavras simpáticas e medidas que pretendem dar destaque ao interior parece que, quando as situações são realmente relevantes, nada acontece”, referiu Nuno Vaz que, em conferência de imprensa, se mostrou desagradado com a falta de respostas por parte da Administração Regional de Saúde do Norte quem apontou diretamente o dedo.

O presidente do município considera “gravíssimo” o facto de a unidade hospitalar de Chaves não ter testes disponíveis para a despistagem do Covid-19. “Está a preparar-se uma decisão no sentido de concentrar as respostas no que diz respeito ao diagnóstico deste vírus e isso é gravíssimo”. Nuno Vaz refere-se ao facto de, neste momento, os testes efetuados no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro serem enviados para o Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, para serem analisados, o que vai levar a um aumento da espera dos resultados. “Não é aceitável que tenhamos que estar a espera três dias para que saibamos uma resposta sobre se as pessoas estão infetadas ou não”.

Alto Tâmega “impedido” de criar um Centro de Diagnóstico

Para contornar os problemas de operacionalidade do CHTMAD, que abrange um território amplo, e com três unidades hospitalares, a CIM do Alto Tâmega tentou encontrar uma solução para criar um Centro de Diagnóstico, que seria implementado junto ao hospital de Chaves mas as autoridades competentes impediram a empresa de contratualizar esse serviço. “É inaceitável que se impeça as autarquias do Alto Tâmega de contratualizarem um centro de diagnóstico, que seria suportado por nós e de encontrar uma solução equilibrada e equitativa e solidária no território”.

Os autarcas do Alto Tâmega estão preocupados com o que poderá acontecer na região, um território “de risco” e “com um índice de envelhecimento elevado”, uma vez que há uma “clara falta de resposta” e “incapacidade de boa gestão daquilo que são os recursos na região”.

“Somos cidadãos iguais aos outros e precisamos de respostas idênticas. Não podemos continuar sempre nesta matéria tão decisiva, a ser os últimos da fila”, referiu Nuno Vaz garantindo que “vamos erguer bandeiras no sentido de combater aquilo que nos parece uma injustiça e uma inabilidade”.

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