Márcia Fernandes

TÉNIS DE MESA

Carlos Gonçalves Jovem promessa do ténis de mesa nacional

Tem apenas 10 anos e começou a praticar ténis de mesa em 2014, altura em que teve o primeiro contacto com a modalidade, quando um clube da cidade esteve na Escola Diogo Cão a captar “miúdos” para a prática deste desporto.


Curiosamente, foi também em 2014 que Portugal se sagrou campeão europeu em ténis de mesa, quando derrotou na final a poderosa seleção alemã, num jogo muito emotivo. Desde então, a modalidade tem conquistado cada vez mais adeptos e atletas no país, e a região não é exceção.

Sempre muito concentrado nos treinos e jogos, este jovem acredita que com trabalho e dedicação pode chegar longe, e quem sabe até sonhar com a presença nuns jogos olímpicos, apesar de não o dizer abertamente. “Gostava, mas o meu foco é ser melhor a cada dia e dar um passo de cada vez”.

Apesar da timidez, o jovem jogador tem agarrado bem as oportunidades e a chamada à seleção foi um dos pontos altos da sua ainda curta carreira, já recheada de prémios em múltiplos torneios. 

“Ter representado Portugal no Euro Minichamps foi uma grande alegria e um sinal de que a Federação Portuguesa está atenta ao que se vai fazendo pelo país, independentemente de estarmos no interior”, conta o pai, orgulhoso do percurso que o filho tem trilhado, uma vez que foi convocado só com 9 anos, quando a competição era destinada a miúdos a partir dos 10 anos. “Sei que ficou muito feliz. E até eu fiquei admirado, pelo selecionador nacional ter apostado num miúdo mais novo. Foi uma experiência fantástica”.

Já conta com muitos êxitos, como a mais recente conquista do primeiro lugar no prestigiado torneio do Seixal, onde marcaram presença os melhores atletas nacionais. “A época está a correr muito bem, pois tenho conseguido ficar sempre no pódio, nos diferentes torneios em que tenho participado e onde estão os melhores atletas nacionais”.

Estes resultados têm deixado os pais “muito orgulhosos”, como confessou o pai, que também se chama Carlos. “Como esta época está no primeiro ano do escalão de infantis, nunca pensei que conseguiria alcançar resultados tão bons, fica muitas vezes em primeiro, outras em segundo e também em terceiro, mas eu nunca pensei que no novo patamar conseguisse logo classificações tão elevadas”, confessa o pai, um dos seus maiores fãs, assim como toda a família, em especial o irmão mais novo de apenas três anos. 

Com treinos diários e competição aos fins de semana, Carlos confessa que gosta de sentir a raquete nas mãos. “Gosto de estudar, mas ao final do dia é sempre uma alegria ir treinar, fazer uma das coisas que mais gosto”. 

Ser atleta profissional é um sonho e o jovem prodígio tem isso bem vincado na sua mente. “É preciso fazer muitos sacrifícios, mas estou preparado para tudo”, conta, adiantando que os seus ídolos na modalidade são o português Marco Freitas e o alemão Timo Boll. “São muito bons e uma inspiração para mim”. 

Ao serviço do CTM de Vila Real, Carlos não tem parado de surpreender e já é patrocinado pela Butterfly, uma marca que procurou os pais para lhe dizer que estava interessada em patrocinar o jovem vila-realense. “Ficamos surpreendidos, mas agradecemos o apoio e a confiança. É um sinal que estão atentos aos resultados do Carlos, refere a mãe, Sónia Lapa.

O pai diz que era preciso “mais apoio para ajudar os atletas” nas longas viagens que têm de fazer para participar em torneios. “Os clubes têm pouca capacidade financeira e as raquetes são muito caras, custam cerca de 200 euros, por isso era necessário mais apoio da autarquia, por exemplo”.

Carlos tem apenas 10 anos, mas promete dar muito ao ténis de mesa nacional.

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