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Lares de idosos adaptam-se à pandemia

Com a chegada da Covid-19 os lares de idosos viram-se forçados a proibir as visitas para proteger os seus utentes. O contacto dos mais velhos com a família é agora feito por videochamada 


Desde o dia 1 de março que o Centro Social, Recreativo e Cultural de Vilar de Maçada (CSRCVM), no concelho de Alijó, tem em funcionamento um plano de contingência de forma a prevenir a propagação do novo coronavírus. 

Uma das medidas implementadas, ainda antes de o Governo assim o decretar, proibiu a visita de familiares e amigos aos utentes da instituição, por se tratar de uma população mais vulnerável. 

“Criei um grupo na internet para que os familiares possam, não só falar com os nossos idosos por videochamada, mas também para lhes fazer chegar todo o tipo de informação”, explicou Alexandra Magalhães à VTM. 

A diretora técnica do CSRCVM garante que a ideia “foi muito bem aceite pelos familiares”, mas não esconde que “têm sido tempos difíceis, principalmente em termos de colaboradores”. 

Na instituição trabalham cerca de 60 pessoas, distribuídas pela Estrutura Residencial para Idosos (ERPI), pelo Centro de Dia, Apoio Domiciliário, Creche e ATL. 

“Alguns dos funcionários estão em casa, com os filhos. O Centro de Dia fechou e estamos a dar apoio a esses utentes, em suas casas, das 5h às 22h, com pequenos almoços, higiene pessoal, higiene habitacional, medicação”, informa Alexandra Magalhães garantindo que “estão duas equipas destacadas para dar esse apoio, devidamente protegidas. Estamos a falar num apoio a 30 utentes do Centro de Dia e 30 no Apoio Domiciliário, mais o apoio prestado no âmbito do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (PO APMC), em que distribuímos bens alimentares em Alijó, Sabrosa e Murça”.

A instituição desinfetou, entretanto, a Creche “onde colocamos camas para o caso de termos de ficar aqui de quarentena” e equipou o ATL “com ventiladores, garrafa de oxigénio, biombos, para servir de sala de isolamento”.

INVESTIMENTO NA TECNOLOGIA

Também a Santa Casa da Misericórdia de Chaves (SCMC) está a apostar nas novas tecnologias para diminuir a distância entre os seus utentes e os familiares.

“Estamos a investir em mais meios, como telefones e tablets” garante Jorge Pinto de Almeida, provedor da SCMC, de forma a que os familiares, que deixaram de poder entrar pela porta das visitas, entrem pelo ecrã destes aparelhos.

Esta instituição, que acolhe não só os mais velhos como jovens dos 9 aos 17 anos, no Lar Infância e Juventude, tem em marcha um plano de contingência “e contámos com a colaboração da PSP que veio falar com os mais novos sobre os cuidados a ter nesta altura”.

A situação, diz Jorge Pinto de Almeida, está a ser “vivida com serenidade, sem grandes alarmismos, cumprindo as indicações da Direção-Geral de Saúde e restantes autoridades”. Quanto aos funcionários, estão a trabalhar “os que podem em teletrabalho e o resto das equipas em regime de rotatividade. Temos ainda um médico, enfermeiros e psicólogos prontos a ajudar, todos os dias”.

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