Homem condenado a 13 anos de prisão por esfaquear ex-companheira
Paulo Almeida foi hoje condenado a 13 anos de prisão pela tentativa de homicídio da ex-companheira e pelo crime de maus-tratos.
O caso remonta a setembro de 2019. A vítima, que foi esfaqueada na zona do pescoço e do tórax, foi sujeita a uma cirurgia de urgência e sobreviveu.
Esta quinta-feira, o coletivo de juízes decidiu condenar o arguido, de 52 anos, a uma pena de 13 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado na forma tentada e maus-tratos. Paulo Almeida foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 60 mil euros à ex-companheira e 10 mil euros à filha de ambos, que terá assistido a tudo.
Durante a leitura do acórdão, o juiz disse que acreditou na versão que a vítima contou em tribunal e não na do arguido, que alegou ter esfaqueado a mulher por acidente, durante uma discussão em que ambos disputavam a faca.
Ao coletivo de juízes, a vítima referiu que chegou a casa e encontrou o arguido sentado no quarto da filha, às escuras, e que, depois de uma “discussão forte”, ele tirou a “faca do bolso" e a esfaqueou várias vezes. Contou ainda que a filha menor acordou com os gritos e que o homem a foi deitar novamente, aproveitando esse momento para fugir até à rua, onde voltou a ser a atacada, sublinhando que pensou que "ia morrer naquela noite".
O juiz apontou a versão com “muitas contradições do arguido”, enquanto a ex-companheira depôs de “forma séria, isenta e credível”.
O início do julgamento foi a 11 de maio e decorreu com o cumprimento das novas regras de segurança face à pandemia da covid-19, com limitação nos lugares dentro da sala de audiência e o uso obrigatório de máscara e higienização das mãos.

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