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Vila Real celebra dia da Diocese

D. António Augusto Azevedo presidiu à eucaristia na Sé de Vila Real e desafiou os cristãos à criatividade e solidariedade para enfrentar “tempos difíceis”. No final consagrou as comunidades católicas à Imaculada Conceição.


O dia da Diocese de Vila Real foi celebrado de forma diferente. Devido à pandemia da Covid- 19, não se realizou a agendada peregrinação a Mesão Frio, não houve concentração de pessoas, nem bandeiras.

O encontro aconteceu em modo telemático, em rede, ao longo da semana e teve o seu ponto central no domingo, também via rádio, com a participação dos secretariados diocesanos e movimentos presentes na diocese, bem como dos arciprestados.

Ao longo da semana os diversos secretariados e movimentos presentes na diocese partilharam através de pequenos vídeos as atividades realizadas ao longo do ano e a suas experiências em tempos de confinamento, de onde sobressaiu a criatividade e o empenhamento em tornar a Igreja mais próxima.

No domingo, dia 7, foi publicado um vídeo com a história da diocese e do Seminário e foi feito um périplo virtual pelos vários arciprestados.

Já à tarde teve lugar um encontro de gerações, orientado por Ricardo Pocinho, investigador na área da psicogerontologia (Coimbra), e que foi transmitido pelo canal Youtube e Facebook da Diocese de Vila Real.

“Uma visão sobre a intergeracionalidade, a vivência do presente e os desafios futuros” foi o mote para a partilha em que Ricardo Pocinho sublinhou que “a maior riqueza que uma família pode ter é ter irmãos”, considerando que “é dos jovens que emerge a força, as novas ideias, a predisposição para a mudança”.

Ricardo Pocinho abordou também a Igreja, defendendo que faz cada vez mais sentido “passar uma mensagem civilizacional e humanista” para o que devem ser aproveitados “os espaços que existem na diocese: a catequese, os grupos juvenis, de acólitos, os coros…”.

O dia da Igreja diocesana de Vila Real terminou com a celebração da eucaristia, na Sé, presidida pelo bispo da Diocese, D. António Augusto Azevedo.

Na homilia, D. António Augusto Azevedo, depois de refletir sobre a liturgia da Palavra, propôs a todos um compromisso com vista a um maior empenho na construção da Igreja (e da diocese) na lógica da comunhão, participação e sinodalidade.

“Desta forma poderemos ser uma Igreja deste tempo, uma Igreja conciliar”, disse D. António Augusto, realçando que “todos são necessários nesta tarefa de renovação, o clero e os leigos, as famílias, as paróquias e comunidades, os movimentos, grupos e instituições”.

“Para corresponder a este compromisso é indispensável que cada um e cada uma sinta que é escolhido por Deus, experimente a alegria de ser cristão e tome consciência de que o Espírito lhe concedeu dons únicos para pôr ao serviço da comunidade”, explicou o prelado.

Depois, o bispo de Vila Real desafiou os cristãos à criatividade que é fundamental “para encontrar soluções novas e respostas pastorais aos desafios que esta realidade em mudança vai colocar”.

Segundo D. António Augusto, o verão que se aproxima “vai ser diferente, exigindo de todos uma atitude responsável e prudente, ao mesmo tempo que vai solicitar que as pessoas sejam mais solidárias” e que as comunidades “estejam mobilizadas e unidas para minimizar

dificuldades materiais e atenuar outros sofrimentos”.

Por fim, o bispo da Diocese de Vila Real lembrou que a diocese de Vila Real celebra o centenário da sua criação em abril de 2022, e a todos convidou para a celebração.

D. António Augusto Azevedo anunciou também que o lema da celebração é ‘Igreja de Vila Real, crescer com raízes’ e que conta “com todos” porque o centenário “será de todos e para todos os cristãos da diocese e também para outros, os afastados ou envergonhados, os que não são católicos e os que podem vir a ser”.

“O lema proposto pela Comissão Organizadora, já aprovado”, disse D. António Augusto, indicando que “o próximo ano pastoral, cujo programa está a ser ultimado e em breve será apresentado, será o ano preparatório, tendo por inspiração a ideia de «aprofundar as raízes».

Para o bispo de Vila Real, a celebração do centenário “será um momento importante da vida da Igreja diocesana e pode constituir um impulso decisivo para a sua missão futura. Para isso, é indispensável que todos partilhem do espírito desta efeméride e se sintam envolvidos nas celebrações que terão lugar nos próximos três anos”.

A concluir, D. António Augusto Azevedo agradeceu o trabalho realizado “nos vários âmbitos da vida diocesana”, porque nas paróquias, secretariados, movimentos e instituições foi necessário “um grande esforço de adaptação e improvisação”.

No final da celebração, o bispo de Vila Real consagrou a Diocese de Vila Real a Nossa Senhora da Conceição como “sua padroeira e protetora”. Junto à imagem da Virgem Maria, o bispo de Vila Real pediu à “Mãe de Deus” que “seja presença solícita junto dos que sofrem e com especial afeto os mais pobres, mais frágeis e desempregados”.

No próximo ano pastoral, será celebrado em Mesão Frio.

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