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PROJETO ARQUEOLÓGICO

Município investe no conhecimento do património

Na freguesia de Argeriz estão a decorrer escavações para procurar novos caminhos para o conhecimento do património no concelho.


Embora Valpaços seja um concelho rico em património histórico, a autarquia acredita que ainda há muito por desvendar, proteger e salvaguardar e, nesse sentido, tem investido numa equipa para continuar a trabalhar nessa área de interesse.

Na freguesia de Argeriz, estão a ser levadas a cabo escavações no Santuário Rupestre, classificado, em 1984, como Imóvel de Interesse Público. Também conhecido como “Pias dos Mouros”, o Santuário Rupestre de Argeriz encontra-se de modo relativamente isolado numa plataforma granítica. De fácil acesso a pé, as estruturas distam cerca de 200 metros da estrada nacional n.º 206. O sítio, de aparente fundação romana, tem alguns paralelos com o Santuário de Panóias, localizado em Constantim, Vila Real, o qual é também visível à distância a partir de Argeriz.

O processo de escavação está integrado no Projeto Arqueológico de Valpaços, iniciado com o objetivo de atualizar e operacionalizar o conhecimento histórico-arqueológico sobre o concelho, para o melhor proteger, divulgar e preparar uma nova carta arqueológica, dando continuidade ao trabalho realizado pelo professor Adérito Medeiros Freitas, autor de uma vasta obra de inventariação do património. 

A iniciativa partiu da câmara municipal e tem a direção científica de Pedro Abrunhosa Pereira e Maria de Fátima Machado.

“Porque nos pertence, porque faz parte da nossa história, não podemos deixar mais uma riqueza do nosso concelho sem a devida proteção. É um trabalho minucioso, demorado, mas necessário e no qual estamos dispostos a investir para que possamos valorizar o nosso património, para dinamizar a economia do turismo, não descurando o respeito pela nossa cultura e os nossos antepassados”, referiu o presidente da câmara, Amílcar Almeida, a propósito do projeto.

A intenção da autarquia é valorizar aquele património, informar e abrir novas áreas de escavação para que um património de valor incalculável “não se perca no tempo”. Nas imediações daquele arqueossítio foram de igual modo identificados alguns fragmentos de cerâmica comum e material de construção, cuja análise parece confirmar a atribuição cronológica do santuário ao período romano.

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