DR

Maior andor do mundo da Senhora da Pena “tenta tocar os céus”

Procissão na paróquia de Mouçós junta o “respeito” pela dimensão dos andores maiores do que o Santuário e o “esforço” dos transmontanos”


O pároco de Lamares e Mouçós disse à Agência ECCLESIA que os andores da Procissão de Nossa Senhora da Pena, com mais de 22 metros de altura, resultam do “esforço” dos transmontanos, tentam “tocar os céus” e “aproximar de Deus”.

“O andor é enorme, tenta tocar o céu, mas o objetivo é aproximar-nos de Deus, numa relação ascendente e numa relação entre nós, irmãos”, afirmou o padre Márcio Martins nas Conversas na Ecclesia, sobre o “Sagrado e as Gentes”.

A Procissão de Nossa Senhora da Pena, em Mouçós, Vila Real, é uma das finalistas no concurso “7 Maravilhas da Cultura Popular” Portuguesa, tendo por singularidade o facto de incorporarem a procissão andores com mais de 22 metros de altura, já inscritos no livro do “Guinness”.

“Os andores sempre foram grandes. Depois usava-se a estratégia de aumentar um metro, 20 ou 30 centímetros para dizer que todos os anos era o maior andor do mundo. Ultimamente, a grande preocupação já não tem sido essa, porque nos estava a desviar do essencial”, refere o padre Márcio Martins.

O pároco de Mouçós considera que “as pessoas foramtomando a verdadeira consciência que não importa ter um andor muito grande ou estar no Guiness”.

“O importante é que o que nós contruímos é para nos aproximar de Deus”, afirmou.

O padre Márcio Martins diz que “os andores são assustadores”, são “maiores do que o Santuário”, mas não é a preocupação com a altura que “move as pessoas”.

“Fazem o andor para que nos aproxime de Deus, para que nossa Senhora da Pena, mediadora da Salvação, nos eleve e nos aproxime do Céu”.

Associando-se à União de Freguesias de Lamares e Mouçós na apresentação da Procissão de Nossa Senhora da Pena a uma das maravilhas da cultura popular, o pároco de Mouçós quer valorizar uma festa que é “uma paixão” para as gentes  locais, distinguir “algo que é religioso” e continuar a afirmar a necessidade de seguir as indicações de segurança para andores que metem “respeito”.

A Procissão de Nossa Senhora da Saúde é composta por 14 andores, com os padroeiros dos vários lugares da freguesia, 11 dos quais são responsáveis por “fazer a festa”.

Com mais de 22 metros, os andores são transportados por cerca de 100 pessoas, onde “são muito mais importantes os homens das cortas” por garantirem o equilíbrio do andor ao longo do percurso.

Como a grande maioria das festas, este ano a Procissão de Nossa Senhora da Pena não se vai realizar, por causa da pandemia.■

Comentários