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Autarquia reduz o preço da água

O município de Murça decidiu ajustar, de forma determinada, as tarifas fixas de abastecimento e saneamento de água, dentro das limitações financeiras, formais e legais. 


Para tal, será adotado um tarifário social de ajustamento para os consumidores domésticos e um tarifário especial de apoio à economia local para os consumidores não domésticos. 

“Iremos reduzir as tarifas fixas, tendo por base os 10 metros cúbicos de referência, sem impostos, que permita uma faturação igual à que existia antes da entrada do município de Murça na Águas do Interior Norte (AdIN)”, explica, a autarquia, em comunicado.

“Desde que iniciámos funções autárquicas, procurámos manter uma posição exigente com a empresa Águas do Norte, SA, que há mais de 20 anos fornece o sistema em alta. Essa é forma de estar que mantemos nas negociações com a AdIN que passou a gerir o sistema em baixa, no seguimento da decisão tomada em 2016. Entre outras medidas, ficou decidida uma tarifa de referência de 22,97€ por cada 10 metros cúbicos”, lê-se no mesmo documento.

Como representante do município na AdIN, o presidente da câmara tem procurado, também, “defender os interesses dos habitantes de murça”, propondo a “contratação de pessoas do nosso concelho e que haja um espaço físico da AdIN em Murça para receber os consumidores e ajudá-los a resolver os seus problemas”.

O executivo, liderado por Mário Artur Lopes, esclarece, ainda, que “procuramos gerir os recursos que temos disponíveis para servir a nossa comunidade. Como é propalado, hoje em dia, apesar da situação pandémica que vivemos, a economia não pode nem deve parar. Daí, termos promovido um apoio de 500 euros aos comerciantes e prestadores de serviços do nosso concelho, já alargado aos serviços de construção civil. Exigimos uma redução de 40%, na tarifa variável do serviço da AdIN aos consumidores não-domésticos com a criação de um novo escalão até 50 metros cúbicos”.

Ainda no comunicado, a autarquia anuncia que “a diferença de valores que se verificará entre os cobrados pela empresa AdIN e os que o município agora propõe serão suportados, na sua totalidade, pela autarquia, uma medida aprovada na última Assembleia Municipal e produzirá efeitos já a partir de setembro”.

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