Diocese de Vila Real

Diocese inicia percurso celebrativo rumo ao Jubileu do Centenário

Plano pastoral para 2020/2021 tem em conta desafios levantados pela pandemia.


O bispo de Vila Real apresentou, terça- feira, o plano pastoral para o ano 2020/21, apontando ao centenário da Diocese (2022) e aos efeitos da pandemia, que implicam “especial cuidado em relação às pessoas mais frágeis”.

Numa conferência com transmissão através das plataformas digitais, D. António Augusto Azevedo sublinhou a necessidade de reforçar as “redes solidárias” e apoiar as instituições do setor, que elogiou pelo seu “imenso trabalho”.

Para o responsável católico, perante o impacto da pandemia, exi­ge-se “maior solidariedade com os pobres, os idosos, os que vivem sós e os desempregados”.

O bispo de Vila Real espera, no próximo ano pastoral, a dinamização das comunidades, “numa lógica missionária”, considerando que “não basta uma lógica de manutenção”.

Quanto ao plano pastoral, D. António Augusto Azevedo falou num “exercício de sinodalidade”, de uma Igreja que caminha em conjunto, valorizando a “escuta e participação” do clero e dos leigos, presentes no Conselho Diocesano de Pastoral.

O prelado afirmou que este quer ser um plano “realista”, face ao contexto da pandemia, que impõe restrições e limitações e exige “grande criatividade”.

“Um plano simples, aberto e flexível”, com possibilidade de recurso a iniciativas online, precisou.

O bispo de Vila Real convidou a valorizar os meios digitais, em particular na ligação às novas gerações.

“Há coisas que foram feitas, experiências realizadas, que é muito importante que se repliquem e se alarguem”, realçou.

Outro ponto em destaque é a implementação da mensagem da encíclica ‘Laudato Si’, do Papa Francisco, na qual se defende uma “ecologia integral”.

A apresentação decorreu na Casa Episcopal, onde foram também divulgados o símbolo, o lema e algumas iniciativas referentes ao Centenário da Diocese de Vila Real, criada pelo Papa Pio XI através da bula “Apostolica Praedecessorum Nostrarum sollicitudo”, de 20 de abril de 1922.

O programa comemorativo vai ter como lema geral “Crescer com raízes”. Em 2020/2021, o tema escolhido é “aprofundar as raízes”.

O padre Manuel Queirós, vigário episcopal da Ação Pastoral da Diocese de Vila Real, lançou ainda os temas para os anos seguintes: “Permanecer unidos a Cristo”  (2021/2022) e “Frutificar com alegria” (2022/2023).

O responsável sublinhou que vão decorrer uma série de eventos, para valorizar a dimensão institucional e histórica, evocando “grandes figuras” da Igreja local.

Do ponto de vista religioso, uma porta jubilar na Catedral de Vila Real vai assumir-se como “meta de peregrinação da diocese”.

Uma comissão do Centenário vai continuar a trabalhar na elaboração do programa.

D. António Augusto Azevedo assinalou que a lógica desta celebração é a “do Jubileu”, manifestando “ação de graças a Deus por tudo o que foi feito nestes 100 anos”.

Em resposta a questões dos jornalistas, o bispo sublinhou a importância do turismo e do regresso dos emigrantes, que “não terão a expressão de anos anteriores, mas terão alguma expressão”.

O prelado assumiu a intenção de oferecer o “acolhimento possível”, nas celebrações litúrgicas e na divulgação do património religioso.

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