Victor Pereira

O Centenário da Diocese de Vila Real

Numa conferência de imprensa transmitida nas redes sociais, do dia 28 de julho, o Senhor Bispo D. António Azevedo e o Pe. Manuel Queirós da Costa, coordenador da pastoral diocesana, apresentaram o programa para a celebração do centenário da Diocese de Vila Real, durante três anos, de 2020 a 2023. A Diocese de Vila Real foi criada pelo Papa Pio XI através da bula Apostólica «Praedecessorum Nostrarum sollicitudo», no dia 20 de abril de 1922.


O símbolo do centenário será uma árvore, salientando-se as raízes, o tronco e os frutos, as três dimensões do tempo, o passado, o presente e o futuro, com três ações ou verbos muito sugestivos, aprofundar, permanecer e frutificar. O centenário será um tempo oportuno para dar graças a Deus e se fazer memória viva da bela caminhada realizada, com acontecimentos e figuras marcantes, será tempo para maior consciencialização e vivência cristã e para mais compromisso e projeção de caminhos novos para o futuro da Diocese. O logotipo, decalcado do logotipo já existente, mais enriquecido, expressa a unidade da Diocese, com a riqueza e particularidades de cada região. O primeiro ano do centenário terá como lema “crescer com raízes”. 

O programa vai chegar agora a todas as paróquias e movimentos diocesanos, para ser refletido, maturado, sendo o grande instrumento de dinamização das comunidades nos próximos tempos, condicionados ainda pela pandemia que estamos a enfrentar. Mas apesar das incertezas e dúvidas que pairam no ar, há que ir caminhando, nem que seja pelos meios digitais. 

Vamos entrar, assim, em clima de jubileu e de festa. Uma data centenária é uma grande data. Que cada cristão da Diocese se sinta parte desta caminhada e tome parte neste banquete festivo, participando alegremente e interessadamente nos eventos, atividades e celebrações que vão ser organizadas. Nos últimos anos, tem se partido muita pedra para que os cristãos assimilem a consciência diocesana. Temos tendência para sermos cristãos muito paroquiais, muito virados só para o quintal que temos perto de casa, mas fazemos parte de um povo maior do que a nossa paróquia, que é a Diocese. Há que valorizar a vida e a pertença diocesana, sobretudo quando temos um futuro para construir com algumas dificuldades, como a escassez de vocações, menos clero e boa parte dele envelhecido, despovoamento do interior e envelhecimento da população. O contributo e a presença de todos é decisiva. Sejamos dignos da bela caminhada até aqui realizada.

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