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Presidente da República recebeu o movimento “Académicas”

O movimento associativo nacional “Académicas” reuniu-se com Marcelo Rebelo de Sousa para debater as preocupações e reformas fundamentais  para o ensino superior e para o país.


Na semana passada, e em reunião com o presidente da República, os elementos do “Académicas” pediram a Marcelo Rebelo de Sousa para colocar o ensino superior na agenda, “para que o futuro de Portugal não esteja comprometido”.  

De entre os vários temas discutidos, o movimento destaca, em comunicado, “a necessidade de diretrizes por parte da Direção-Geral de Saúde para o bom funcionamento do próximo ano letivo nas universidades”, à qual se junta a necessidade de investir no ensino e na educação, “de forma a que as universidades possam reformular as suas infraestruturas, os métodos pedagógicos e evoluir na formação e apoio aos seus docentes”.

Também a ação social e o abandono escolar foram temas colocados em cima da mesa, nomeadamente a falta de resultados relativamente ao plano de alojamento estudantil, que “sendo já um problema recorrente e de grande foco, se agrava com a situação pandémica”. 

Em resultado desta crise, surge também a necessidade de financiamento dos serviços de ação social das universidades, que incorrem em grandes dívidas consequentes dos últimos meses atípicos. 

“É fundamental que não sejam os estudantes a ter de suportar estas despesas nos próximos anos”, esclarece o movimento, realçando o facto de se avizinhar “um ano letivo difícil para muitos estudantes, que terão grandes dificuldades em assegurar os custos associados e inerentes ao ensino superior”, lê-se no comunicado.

Nesse sentido, o “Académicas” apontou também a urgência do reforço de mecanismos de apoio “que salvaguardem estas situações, a fim de prevenir o abandono escolar”.

O “Académicas”, composto pelas Associações Académicas das Universidades de Aveiro, Algarve, Beira Interior, Coimbra, Évora, Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, acredita que a aposta no ensino superior “é fundamental para o sucesso do país” e que “grande parte da resposta está nas universidades descentralizadas”. 

Para este movimento associativo, “apesar de Portugal não ser um país geograficamente extenso, vive, ainda assim, muitas assimetrias”. Desta forma, defende que “uma parte significativa da aplicação dos fundos de resposta à crise, deve apoiar o ensino superior”, de forma a potenciar a descentralização e a fortalecer um território mais capaz no seu todo.

De salientar que há 5 anos que o movimento associativo académico não era recebido pelo Presidente da República.

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