Luís Carlos T. Monteiro

Polémica com rosto de Torga esculpido em negrilho atrai muitos visitantes

Filha do escritor mostrou-se indignada com o destino do negrilho e diz que o “pai não merecia isto”, afirmando que que a obra “é ridícula e feia”

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Pela pequena vila de São Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, têm passado muitos curiosos para ver o rosto de Miguel Torga esculpido numa raiz de um negrilho, da autoria de Óscar Rodrigues.

A ideia de dar forma ao negrilho foi da união de freguesias de São Martinho de Anta e Paradela de Guiães, como o presidente José Gonçalves explicou à VTM que não estava à espera de tanta polémica quando pensou em imortalizar o rosto do escritor transmontano. “Nunca esperei tanta polémica, que tem trazido centenas de pessoas todos os dias à vila”.

O autarca revela que o negrilho simboliza “muito para os são-martinhenses”, que existe há mais de 500 anos, mas acabou por morrer. “Tivemos todo o gosto em mantê-la durante o tempo que foi possível”, no entanto, como “estava em podridão, não era possível fazer mais nada”, explicou, adiantando que a raiz esteve abandonada durante seis a sete anos numa parede, no Espaço Torga. “Pediram-nos para retirá-la de lá e nós quisemos continuar a ter o negrilho representado em São Martinho”.

A obra tem gerado muita polémica, com a filha do escritor, Clara Rocha, a ser uma das vozes mais críticas sobre a ideia que teve o presidente da junta, manifestando a sua indignação com a obra. “A intervenção na raiz do negrilho é uma

 

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