Armando Moreira

MIRADOURO

Maravilhas da Cultura Popular

Na semana em que tanta celeuma levantou a realização da “Festa do Avante”, que por razões sanitárias, óbvias, não deveria, pura e simplesmente realizar-se, a Radiotelevisão Portuguesa brindou o país com a apresentação da final de um concurso, que durante meses apaixonou muitos milhares de pessoas, que do Minho ao Algarve, passando também pela Madeira e Açores, mobilizou diversos agentes culturais, incentivados a defender a sua candidatura.


Tratou-se de encontrar as Sete Maravilhas da Cultura Popular. Entre mais de quinhentas candidaturas que se apresentaram a disputar este galardão, que entusiasmou os muitos milhares de participantes que neles se envolveram diretamente ou participaram com o seu entusiasmo através dos programas exibidos.

O espetáculo final teve lugar na cidade de Bragança, tendo por fundo a sua cidadela, com a Torre de Menagem do Castelo em primeiro plano e na plateia, centenas de pessoas, que sentadas com as devidas distâncias assistiram ao vivo, a um espetáculo que todo o mundo Português estava a ver em direto, e que a nós próprios tanto entusiasmou.

Nesta final, estavam em concurso catorze candidatas de que acabariam por ser selecionadas, por voto popular ou via telefónica, as sete maravilhas mais votadas. 

Como forma de homenagear a cultura portuguesa e, principalmente, incentivando os participantes a que protejam as suas tradições, que são, como sabemos, a alma do povo. 

Sem preocupação de seleção aqui deixamos nota das Sete Maravilhas mais votadas: Romaria de S. João de Arga – Caminha; Bailinhos da Madeira – Calheta; Cripto Judaiense de Belmonte; Festas de Nossa Senhora dos Remédios – Lamego; Os Santeiros de S. Mamede do Coronado, – Trofa; A Romaria de S. Bartolomeu – Ponte da Barca e o Colete Encarnado de Vila Franca de Xira. Estas sete Maravilhas da cultura Portuguesa, são exemplos emblemáticos, que revelam bem a alma de um povo, simples e anónimo, que trabalha, que chora e ri. Um povo bom, que sabe divertir-se e que através do divertimento, converte, por vezes, as dificuldades do trabalho em que diariamente moureja, em razão de viver, de lutar, de não vacilar.

Está de parabéns a RTP por este excelente serviço que prestou ao país, em ano de tanto desespero causado pela pandemia. Como estamos gratos à cidade de Bragança e às suas autoridades autárquicas por terem acolhido um espetáculo cultural de tanto significado.

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