Mário Lisboa

DE QUANDO EM VEZ...

O desenvolvimento de Trás-os-Montes e a época de Verão que estamos a passar

Todos os anos, os meses de junho, julho, agosto e setembro, a nossa região, mesmo com o problema da pandemia, mantém um nível de visitantes impressionante.


Na primeira semana de agosto, estivemos no Douro. Tivemos a grata perceção de verificarmos in loco, o mesmo de pessoas que chegaram nos barcos à Régua. Uns e outros escolheram o comboio para subirem o Douro, apreciando a sublime paisagem que lhes é proporcionada. De facto, é mesmo um facto o impacto do Douro nestes meses de verão e pode dizer-se que isto acontece ao longo do ano.

No meio de tudo isto, aparecem os nossos emigrantes, que com a sua alegria animam as suas terras nos locais mais recônditos, ansiosos por reverem os seus familiares e amigos, cultivando a saudade e a esperança de um futuro melhor, de uma vida quase sempre conseguida.

Ainda, e dentro do tema em epígrafe, há situações que nada têm a ver com a pandemia, e quase arrastam ao longo dos anos.

Realmente, o Transmontano tem sabido ao longo dos tempos ser robusto, porque é inteligente, apesar de habitar num clima seco e rigoroso.

Deste modo, e na complexidade da “Província de Trás-os-Montes”, a sua união com a região do Douro ocupa o topo das vindas de visitantes, com as viagens rio acima, rio abaixo.

Neste contexto, é pena que a eletrificação da Linha do Douro tenha parado, e que, nunca mais se restabeleça o troço desativado entre o Pocinho e Barca de Alva. Os espanhóis estão à espera com ansiedade que a Linha do Douro volte à sua importância real.

Só na época de eleições, é que o problema acima referido é falado, “mas palavras levam o vento”.

Também durante algum tempo falou-se na reativação das linhas férreas do Tâmega, Corgo, Tua e Sabor. Deram cabo da linha do Tua e agora aparecem uns senhores a dizer que ela iria funcionar. Como?

Expliquem se forem capazes, mentem com as promessas.

Finalmente, também a eterna questão dum aeroporto secundário em Trás-os-Montes continua em aberto e sem solução à vista.

O Presidente da Câmara de Bragança, Dr. Hernâni Dias, vem, por fim, trabalhar nesse sentido, mas não conseguiu sozinho que os aviões de médio curso escalassem o Aeródromo Brigantino e servissem como alternativa ao Sá Carneiro, da cidade do Porto.

Quando o Aeroporto Sá Carneiro está fechado, por nevoeiros ou outras situações meteorológicas, as aeronaves, com destino ao Porto, têm como alternante Lisboa ou Madrid.

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