Ernesto Areias

Dinamização da Madalena em Chaves

A vitória do NÃO no referendo sobre a abertura da ponte de Trajano ao trânsito, arrumou a discussão.


Chaves não pode prescindir de duas margens dinâmicas do Tâmega o que me convoca a apresentar algumas sugestões sobre a Madalena para reflexão dos flavienses.

Com o crescimento do turismo deve também crescer a oferta do espaço urbano visitável, mobilidade e estacionamento que deem comodidade a quem nos visita.

Proponho algumas medidas para a dinamização da Madalena, a implementar gradualmente de acordo com os recursos públicos e a vontade dos privados:

- abertura ao trânsito nos dois sentidos da rua Cândido Sotto Mayor entre o KM 0 e a praça de táxis de modo a facilitar o acesso ao terreiro da Madalena e a descongestionar a rua São João de Deus;

- abertura de uma agência bancária;

- abertura de um posto de atendimento dos CTT, que poderá atrair à Madalena cerca de quinhentas pessoas diariamente;

- construção de uma ponte pedonal cerca de 230 metros a montante da ponte de Trajano, que facilite a mobilidade entre as margens do rio;

- construir um parque de estacionamento a seguir à capela de São Roque, onde existe espaço suficiente para cerca de 600 veículos podendo ainda servir para receber o encontro Motard e parte da feira dos Santos;

- recuperar o edifício da Aula de Anatomia e Cirurgia dando-lhe dignidade histórica e funcionalidade. Uma vez recuperado, instalar a Junta de Freguesia e um departamento com trinta ou quarenta funcionários da CMC, descentralizando serviços;

- criar um espaço de esplanadas a seguir à ponte de Trajano com a mesma dinâmica e dignidade do existente na margem direita do rio;

- construção de um hotel, mantendo as fachadas do edificado, em frente ao KM 0 e um outro de charme no palácio Sotto Mayor;

- demolição dos edifícios do lado direito da Aula de Anatomia e Cirurgia em que incluo o da Junta de Freguesia com arranjo urbanístico adequado;

- recuperação dos edifícios privados acrescentando cor e projetos de qualidade, sobretudo das fachadas;

- recuperar o Jardim Público tornando-o atrativo acrescentando um espaço para festas de modo a trazer, na medida do possível, de volta as antigas verbenas e outros eventos;

- requalificar os pavimentos;

- trazer de volta a festa/feira em honra de Santa Maria Madalena, das mais importantes nos séculos XIV e XV em toda a região, que decorria em julho sem a sobrepor com as festas da cidade.

Não esqueçamos que a Madalena foi beneficiada com o fluxo de visitantes  em torno do KM 0, nicho de mercado que deve ser tido em conta.

Não esqueçamos ainda que se os recursos dos donos dos prédios são limitados, os recursos públicos também o são.

Todavia, em vez de carpir as magoas do imobilismo é tempo de atuar e de consertar esforços entre a CMC, a Junta de Freguesia e os cidadãos. 

Entretanto demos à Ponte de Trajano a sua função de atracão turística destinando-a ao que melhor ela pode fazer pela cidade.  

Isto de esperar que sejam os outros a fazerem por nós nunca deu bons resultados. Como podemos verificar a dinâmica de que a Madalena precisa depende mais da iniciativa privada do que dos poderes públicos.

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