Armando Moreira

MIRADOURO

Região Norte - Desafios

“O Norte deve assumir como seu principal desafio proporcionar emprego de qualidade e oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional dos seus cidadãos, na diversidade dos seus espaços geográficos, contribuindo para a coesão territorial e social.


Para isso, terá de afirmar-se pelo crescimento sustentável, reter e atrair pessoas e potenciar os seus talentos, captar investimento seletivo, desenvolver conhecimento diferenciador, e simultaneamente robustecer o tecido de solidariedade social, concorrendo par o bem-estar da população nomeadamente a desfavorecida e idosa”. 

Retiramos estas palavras do texto de candidatura de António M. Cunha à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. O ato eleitoral ocorrerá dentro de menos de uma semana e, como se trata de candidato único, veremos muito em breve esta personalidade à frente dos distritos da Região Norte.

Importa conhecer, entretanto, algumas coisas, dado tratar-se esta eleição de um ato inovador na vida política nacional, que parece querer dar os primeiros passos no sentido de criar verdadeiras Regiões Administrativas, como consagrado na Constituição da República Portuguesa. Quem é o candidato? Ou melhor, quem é a personalidade que vai presidir à Comissão de Coordenação da Região Norte, nos próximos quatro anos? António Cunha. Natural de Braga, onde nasceu em 1961. Académico da Universidade do Minho. Foi Reitor de 2009 a 2017. Reúne todas as competências para desempenhar a função política que começará já no decorrer deste mês. 

Mais difícil de definir é o que é a Região Norte. Ele próprio, na sua nota de candidatura aborda esta tema: “É a Região mais populosa do País e dispõe de um dinâmico tecido produtivo, responsável por 40 % das expectativas nacionais”. 

Atrevemo-nos a afirmar, que do ponto de vista político, a Região Norte não existe. Este é um dos primeiros desafios que terá de vencer durante o seu mandato: afirmar o Norte, como uma verdadeira Região. 

Se perguntarem a qualquer pessoa que viva neste espaço, de onde é, dirá que é de Trás-os-Montes, do Minho, do Douro ou de Miranda... O sentimento de pertença ao Norte não existe. Se queremos avançar verdadeiramente na regionalização administrativa do país, temos de o conseguir o mais brevemente possível. 

Deixaria aqui, um pequeno desafio, que pode contribuir para formar este sentimento de pertença: deslocalização da sede de todos os serviços para o centro deste espaço geográfico. Para Vila Real, aqui fazendo a verdadeira capital da Região Norte. 

Entretanto, desejamos as maiores felicidades ao novo Presidente da CCDRN.

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