Vitor Pimentel

Recolher obrigatório

Depois da meia-noite do dia 8 de novembro, o primeiro-ministro António Costa anunciou um conjunto de novas medidas restritivas que serão implementadas no âmbito do Estado de Emergência.


Perante a previsível limitação de liberdades individuais, o Governo PS - apoiado por PCP, PEV e PAN - decidiu “inovar” e, ao mesmo tempo, colocar em risco de insolvência o comércio tradicional e a restauração. 

Ignorando as tradições e os costumes dos portugueses, o Governo de Costa decidiu estabelecer o recolher obrigatório durante entre as 23h00 e as 5h00 durante a semana e entre as 13h00 e as 5h00 durante o fim-de-semana. 

Ao impedir que as pessoas possam ir a restaurantes e ao comércio durante o fim de semana, Costa & Companhia negligencia a importância do sábado e do domingo nas vendas e nos lucros destes setores fundamentais. 

A necessidade de controlar a disseminação da Covid-19, não pode fazer com que os custos e prejuízos da crise pandémica sejam suportados exclusivamente pelos pequenos empresários locais. 

É urgente e absolutamente necessário desenvolver um pacote de iniciativas compensatórias, promovidas pela autarquia e pela tutela, por forma a mitigar e a suavizar as graves consequências da aplicação destas medidas restritivas. 

A falta de resposta atempada levará ao disparar da taxa de desemprego e à morte de muitas empresas e que têm dinamizado a economia de Chaves, da região e do país, no pós-Troika e que têm feito tudo para suportar os seus negócios.

A liderança política, nestes momentos, não pode basear-se em meras decisões ad-hoc, autistas e destrutivas, mas tem de contemplar o apoio aos empresários que sofrem em silêncio perante mais um período de provação. 

As “bazucas” europeias não devem servir para alimentar Estados pesados e ineficientes, ao invés são necessárias para ajudar quem cria emprego, gera riqueza e faz crescer o país.■ 

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