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Feira do fumeiro poderá ser apenas com produtores tradicionais

A câmara municipal de Vinhais já pôs de parte a ideia de realizar, em moldes normais, a feira do Fumeiro, com 40 anos de história.
 


O evento realiza-se, habitualmente, em fevereiro, e a três meses da próxima edição a única certeza é que “dificilmente será possível repetir as enchentes de anos anteriores”.

À Lusa, o presidente da câmara de Vinhais, Luís Fernandes, referiu que, tendo em conta as restrições sanitárias da pandemia, que impedem que a feira decorra normalmente, “uma das possibilidades passa por criar condições para haver venda presencial no pavilhão municipal, só com expositores de fumeiro e com entradas limitadas de visitantes”.

“Não é difícil os produtores venderem o fumeiro, porque têm clientes fixos”, frisa. Além disso, a autarquia já disponibilizou uma plataforma online de venda, que garante o transporte e a entrega das encomendas aos consumidores, como forma de ajudar, sobretudo, “os pequenos produtores”, que neste momento se mostram “preocupados”.

De forma a motivá-los, a câmara municipal decidiu apoiá-los com as matanças tradicionais. “São momentos marcantes a nível do convívio social e familiar e que este ano não poderão acontecer, de forma a proteger a saúde de todos”, realça o autarca.

Assim, com a época das matanças a aproximar-se, vai ser possível abater os porcos na unidade de abate, sendo o transporte dos animais, dentro do concelho de Vinhais, assegurado pela câmara. A entrega das carcaças fica a cargo dos serviços do matadouro e os produtores pagarão metade do preço.

Recorde-se que a Feira do Fumeiro de Vinhais atrai, todos os anos, milhares de pessoas, de vários pontos do país e movimenta cerca de 10 milhões de euros.

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