Agostinho Chaves

A ESPANHA VIVEU UM, HÁ 40 ANOS

A tentação dos golpes de estado

Em 23 de fevereiro de 1981, a Espanha foi sacudida por uma tentativa de golpe de estado, numa altura em que procurava entrar na senda da democracia, após o período do franquismo. Em Portugal já se ultrapassara a época da agitação pós-25 de abril, pós-11 de março e pós-25 de novembro. Consolidavam-se as estruturas democráticas, o povo voltava a acreditar no seu futuro, os governantes andavam numa azáfama para tirar o país do “orgulhosamente sós”, uma obstinação de Salazar


Depois da deposição do regime do Estado Novo, em Portugal, o franquismo ainda se manteve na governação espanhola uns tempos, até que o “caudillo” achou que era preferível devolver Espanha à monarquia que estava adormecida, preparando uma transição mais serena, numa tentativa de evitar a eclosão de um golpe como o que tivera lugar no nosso país, provavelmente mais acintoso e violento. Regressou o rei e o panorama depressa mudou. Para mais, Francisco Franco finou-se de seguida e essa transição começou mesmo a ser feita.

“Impedir a prática republicana e socialista”

A tentativa de golpe de estado coube à Guarda Civil (GC) espanhola e foi desferida pelo tenente-coronel Tejero Molina, sob as ordens do general Bosh, responsável-mor por aquela força policial semelhante à GNR portuguesa que também resistiu ao golpe que acontecera em Portugal, sete anos antes.

Em Madrid, decorria mais uma sessão quando Tejera e uma guarnição da GC entraram de roldão no Parlamento. Os agentes que acompanharam o tenente-coronel ocuparam as portas para que ninguém saísse ou entrasse

 

Se já é assinante faça aqui o seu login       ou       Clique aqui para ver OS EXCLUSIVOS da VTM

ASSINE AGORA A VOZ DE TRÁS OS MONTES

Acesso exclusivo e ilimitado
à edição digital
(site + e-paper)

Comentários