Situado numa zona de transição entre Trás-os-Montes e o Minho, o concelho de Mondim de Basto sempre padeceu de boas acessibilidades que permitissem o seu desencravamento. Embora nos últimos anos, a situação melhorasse significativamente, o certo é que continua a ter alguns constrangimentos. Para pôr fim a esta situação, a autarquia tem apostado numa estratégia de desenvolvimento de acessos inter-regionais e municipais para permitir uma maior proximidade com os grandes centros urbanos. Neste contexto, com a construção da barragem de Fridão, surge a nova ponte sobre o Tâmega, um acesso mais rápido à A7.
O presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, pormenorizou, ao Nosso Jornal, o projecto da nova obra de arte que irá substituir a velha ponte de granito sobre o rio Tâmega. “Com o anterior governo conseguimos uma ligação de Mondim a Celorico de Basto, no âmbito da construção da Barragem do Fridão. A actual ponte de pedra, que liga os dois concelhos, vai ser demolida. Portanto, a EDP teria de fazer sempre uma reposição. Conseguimos antecipar essa obra para 2011/ 2012, e os custos serão repartidos entre a EDP e a Estradas de Portugal”.
A obra terá cerca de 1,7 km e reduzirá o tempo de viagem, ou seja, um percurso que hoje demora cerca de 10 minutos será feito em 2 ou 3. Além disto, permitirá uma ligação muito mais fácil a Amarante. Celorico já está ligado a Amarante por uma via rápida e, neste momento, já está em construção também a variante do Tâmega, com acesso ao Hospital de Amarante. O concelho de Mondim de Basto irá usufruir deste equipamento que irá melhorar também a ligação ao Porto. O investimento total na ponte é de cerca de 12 milhões de euros. O protocolo já foi assinado em Junho do ano passado entre a Câmara, a EDP e a Estradas de Portugal, e prevê que três meses após a emissão da licença definitiva à EDP, a Estradas de Portugal dê início à obra. No final deste ano ou no início de 2012 começará a obra de ligação.
Humberto Cerqueira abordou ainda uma outra ligação exterior que será muito útil. “Paralelamente, estamos a trabalhar numa outra ligação de acesso à A7, na freguesia de Atei. O projecto de alargamento do troço entre Atei e Arco de Baúlhe está em elaboração e terá cerca de 2 quilómetros. É um percurso sinuoso e que está em mau estado, mas, com a intervenção, a ligação ficará mais rápida e irá escoar o trânsito”. O município tem a expectativa que a obra comece em 2012. O projecto está a ser ultimado, mas depois terá de ser elaborada uma candidatura, dado que a Câmara não poderá suportar esse investimento. Uma situação que irá ser abordada na Comunidade Intermunicipal que deverá aprovar a candidatura para posterior execução.
Perante estes novos empreendimentos, o autarca deixou transparecer optimismo. “Mondim é um concelho de transição e tem estado encravado. Sobretudo com a ligação a Celorico, o concelho irá beneficiar muito com uma ligação mais rápida, mais confortável até ao Porto ou até ao Minho”.
Outras acessibilidades
“Eu diria que as acessibilidades internas estão definidas, mas há sempre duas ou três situações que carecem de uma intervenção. Mas, de uma maneira geral, estão feitas, precisam de num ou noutro caso da conservação do piso, melhoria da sinalização”. O autarca aproveitou para se referir à ligação a Vila Real e deixar um recado. “A ligação a Vila Real é através de uma estrada municipal e neste momento a situação financeira da autarquia não permite intervenções de beneficiação. Embora reconheçamos que o piso esteja bom, o traçado em algumas zonas precisa de ser corrigido. Curiosamente onde está pior é no Concelho de Vila Real, na chegada a Borbela. A Câmara de Vila Real podia ter mais atenção a este troço, porque é uma estrada muito utilizada pelas pessoas de Mondim, até pela importância que representa no acesso ao Hospital de Vila Real. Há ali um troço que está em paralelo e em mau estado”, concluiu.



