Domingo, 12 de Julho de 2026
Vila RealNovembro crítico para o distrito

Novembro crítico para o distrito

Entre Janeiro e Setembro, Vila Real fez um dos balanços mais positivos dos últimos anos, no que diz respeito ao incêndios florestais. Mas Outubro começou a “manchar” as estatísticas e a tendência agravou-se, ainda mais, na primeira semana de Novembro… De realçar o incêndio que pelas 15h30 de ontem ainda estava por circunscrever em Mondim […]

Entre Janeiro e Setembro, Vila Real fez um dos balanços mais positivos dos últimos anos, no que diz respeito ao incêndios florestais. Mas Outubro começou a “manchar” as estatísticas e a tendência agravou-se, ainda mais, na primeira semana de Novembro… De realçar o incêndio que pelas 15h30 de ontem ainda estava por circunscrever em Mondim de Basto, e que envolveu mais de 200 elementos.

Entre o dia 1 de Novembro e a meia-noite de Terça-feira, dia 6, o distrito de Vila Real foi palco de 145 incêndios que consumiram uma área superior a 600 hectares, contabilizou fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Segundo a mesma fonte, os municípios mais atingidos pelas chamas têm sido Montalegre, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Vila Real e Mondim de Basto, sendo que, neste último concelho, à hora de fecho desta edição do Nosso Jornal, continuava por circunscrever um incêndio, na localidade de Campanhó, cujo alerta foi dado poucos minutos antes da meia-noite do dia 6 e que, às 15h30 horas de ontem, segundo fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil, contava com um dispositivo composto por 241 elementos de combate ao fogo, apoiados por 80 veículos, entre os quais duas equipas dos Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), três equipas de Sapadores Florestais, uma equipa do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, grupos de reforço de Castelo Branco, Santarém e Setúbal, uma equipa do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF), um canadair espanhol, e dois helibombardeiros ligeiros.

Segundo o CDOS de Vila Real, os primeiros seis dias de Novembro assistiram ao aparecimento de 145 focos de incêndio, num total de mais de 600 hectares de área ardida, quando, em todo o mês de Outubro, foram registados 165 incêndios que consumiram 203 hectares do território vila-realense.

Embora ainda não se possa avançar com as causas para o acréscimo do número de incêndios, um trabalho que deverá ser levado a cabo pela Guarda Nacional Republicana, a mesma fonte adianta que, para além das condições climatéricas mais propícias, “a maior parte dos incêndios (à semelhança do que aconteceu no mês anterior) resulta da má utilização do fogo para fins agrícolas e para gestão das áreas de pastorícia”.

De recordar que, entre Janeiro e o dia 15 de Outubro, altura em que se deu por terminada a fase de maior risco de incêndios florestais, o distrito de Vila Real registou 1.269 fogos e 3.988 hectares de área ardida, o que representa uma redução, em relação a 2006, de 42 por cento, no que diz respeito ao número de incêndios, e de 78 por cento, quando se fala de área ardida.

Durante o balanço sobre os primeiros dez meses de 2007, António Martinho, Governador Civil de Vila Real, considerou que os agentes envolvidos na prevenção e combate aos incêndios florestal “cumpriram os objectivos propostos”.

“Quer o número de incêndios, quer as áreas ardidas diminuíram, consideravelmente, em relação a 2006 e, quando comparados com as médias dos últimos anos, verifica-se, igualmente , uma clara diminuição de ignições, em média, no distrito (58 por cento), havendo concelhos com mais de 80 por cento de redução de ignições e 93 por cento, em média, na área ardida”.

O responsável político explicou que os resultados positivos são consequência do forte empenho de mais de 1200 homens e mulheres do nosso distrito que, apesar de terem visto passar, no calendário, a “Fase Charlie”, considerada de maior risco de incêndios, não estão a ver o trabalho facilitado, nas últimas semanas.

 

Maria Meireles


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