“Pretendemos apresentar uma proposta viável de um espaço onde, a qualquer hora e até qualquer hora, o aluno possa estudar com as condições a que tem direito”, defendeu Sérgio Martinho, que, no dia 12, tomou posse enquanto presidente da Direção da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
O dirigente associativo, que liderou a única lista do processo eleitoral ao organismo representante dos alunos, decorrido em dezembro, referiu que a proposta a ser apresentada, “que está praticamente finalizada”, passa pela criação de uma sala de estudo, aberta 24 horas, em instalações da academia, como por exemplo no espaço das residências. “Se, às vezes, em nossa casa isso não pode acontecer por vários motivos, têm que ser criadas essas condições”, defendeu o mesmo responsável, considerando que “a limitação dos horários das bibliotecas não é benéfica, é incompreensível”.
Outra das lutas que Sérgio Martinho garante que vai assumir é a busca por melhores condições no ex-DRM, o polo da UTAD que, localizado no centro da cidade de Vila Real, acolhe os cursos de gestão e economia, e que há muito é referenciado pela falta de condições infraestruturais.
O estudante de Engenharia Informática sublinha que “lutar para que os alunos tenham uma aprendizagem com as condições mínimas” é o “mínimo” que a Associação tem que fazer, sendo por isso importante reivindicar a melhoria das instalações daquele edifício ou mesmo a “transferência dos estudantes para o campus”, onde “existem salas com brilhantes condições mas que raramente são utilizadas”.
Além das queixas dos alunos sobre as condições precárias no ex-DRM, Sérgio Martinho mencionou também problemas com a qualidade dos serviços da secretaria. Sublinhando que a situação melhorou no que diz respeito à rapidez no atendimento, adiantou que o serviço ainda deixa muito a desejar. “Não há respostas claras e eficazes em relação aos problemas dos alunos”, denunciou o mesmo responsável, deixando a certeza de que, apesar da indicação de que a reitoria está a “trabalhar no sentido de melhorar os serviços”, a AA estará “atenta” à situação.
Sobre o polo de Chaves, o novo presidente referiu que a Associação estará “sempre ao lado dos alunos”. “Se eles se sentem bem” vamos lutar pela manutenção, afinal “o interesse dos alunos está acima de tudo”, defendeu.
O atraso na atribuição das bolsas de estudo e a necessidade de garantir a qualidade do ensino em detrimento do elevado número de cursos, foram outras temáticas focadas pelo representante máximo dos alunos, que levantou ainda o véu sobre os projetos para o seu mandato, entre os quais a criação de dois novos departamentos na Associação (Empreendedorismo e Saídas Profissionais e Apoio a Estudantes e Núcleos) e o reforço da aposta no desporto e na cultura, como forma de garantir aos estudantes “atividades extracurriculares de qualidade” e de “elevar o nome da Associação e da UTAD por este país fora”.
Sérgio Martinho, aluno do curso de Engenharia Informática, de 24 anos e natural de Guimarães, representa a continuidade da anterior direção, liderada por Patrick Freitas, onde ocupou, no último mandato, o cargo de vice-presidente adjunto.


