Vila RealNúcleo Cidade de Vila Real “é um exemplo” a seguir

Núcleo Cidade de Vila Real “é um exemplo” a seguir

O ponto final do processo de criação do núcleo fez parar Vila Real, com a realização de duas procissões que apresentaram à cidade não só a nova estrutura local da Fraternidade mas a força do escutismo no concelho. Criada para dar resposta àqueles que partilham o ideal escutista mas que, por circunstâncias da vida, tiveram que abandonar o CNE, a FNA conta hoje com mais de 120 núcleos, num total de mais de 1200 associados.

O facto de juntar ex-escuteiros de vários agrupamentos e a estreita ligação que está a estabelecer com o Corpo Nacional de Escutas (CNE), levou o presidente da Direcção Nacional da Fraternidade Nuno Álvares Pereira (FNA) a classificar como “um bom exemplo” o recém-criado Núcleo Cidade de Vila Real que, no último fim-de-semana, deu o passo final para a sua fundação, com a realização das cerimónias de investidura dos seus primeiros associados.

Jorge Caria, presidente da direcção Nacional da FNA, participou no fim-de-semana de festa para o recém-criado núcleo de Vila Real, que conta agora com mais de três dezenas de associados já investidos. “Regresso a Lisboa deslumbrado, foi uma organização perfeitamente fora do normal daquilo que estamos habituados”, admitiu o mesmo responsável, referindo, ao Nosso Jornal, a satisfação pelo empenho de todos na realização das cerimónias (Velada de Armas e Promessas), mas sobretudo, pelo envolvimento, não só dos núcleos da FNA existentes no distrito, mas dos vários agrupamentos da cidade.

Para o presidente nacional, o Núcleo destaca-se a nível nacional em primeiro lugar pelo facto de unir ex-escuteiros de vários agrupamentos. “Quando nos apresentaram a ideia ficamos muito agradados”, lembrou Jorge Caria, revelando que, agora que a fundação se efectivou com sucesso, a ideia de aglutinar vários agrupamentos já pode ser proposta como “exemplo a seguir”, uma vez que “um grupo de 30 ou 40 pessoas sempre é mais forte que um de quatro ou cinco”

Outra característica que agradou aos vários responsáveis pela direcção nacional que estiverem presentes nas cerimónias foi a ligação estreita com os agrupamentos da cidade isso porque “a Fraternidade, apesar de independente, caminha lado a lado com o CNE”, no entanto a boa relação com os agrupamentos, “infelizmente” nem sempre é uma realidade. “Foi muito bom ver o entusiasmo do chefe regional e dos chefes de agrupamento”, sublinhou ainda Jorge Caria, muito satisfeito pela forma como a criação do Núcleo da FNA foi bem recebida em Vila Real.

Criada em 1955, a Fraternidade de Nuno Álvares Pereira nasceu para dar resposta aos membros do CNE que, por razões das suas vidas profissionais ou familiares, cederam os seus “lugares” a uma nova geração de escuteiros.

Hoje conta com mais de 1200 associados distribuídos por cerca de 120 núcleos que, na sua grande maioria, mantêm uma actividade forte ao nível, não só do apoio ao CNE, mas, sobretudo, no que diz respeito aos ideias do escutismo, “nomeadamente a vivência da fé e humanismo cristão, a atitude de serviço voluntário ao próximo e à protecção da natureza”.

A nível nacional, a FNA desenvolve diversas actividades, como é o caso, por exemplo, do Conselho Nacional, da peregrinação a Fátima, da participação em Acampamentos Nacionais do CNE e das jornadas anuais de debate e reflexão sobre a Fraternidade. No entanto, ao nível local, os núcleos marcam a diferença nas comunidades em que estão inseridos, dinamizando as mais variadas acções de solidariedade e apoio às populações.

“Por exemplo, em Aveiro, a Fraternidade apoia a ACAPO, acompanhando as pessoas com deficiência visual em passeios. Em Mangualde, assumiram a responsabilidade de gerir o banco alimentar da Santa Casa da Misericórdia. Em Lisboa, têm um projecto de acompanhamento das pessoas idosas que vivem nos bairros mais antigos e de acesso mais difícil à igreja. Em Braga e no Algarve, dão apoio logístico às actividades sociais desenvolvidas pela autarquia”, enumerou Jorge Caria relativamente ao importante papel que a FNA tem tido nos vários concelhos onde está representada.

A próxima actividade nacional da Fraternidade são as jornadas de reflexão, que irão decorrer em Aveiro, no dia 22 de Outubro, e contarão com quatro painéis de debate: “A mística e a vida escutista; Cidadania e serviço voluntário; Ambiente, natureza e ecologia; e Animação da Fé”.

No que diz respeito ao Núcleo Cidade de Vila Real, agora fundado, fonte da direcção referiu que este continua de “portas abertas” para receber todos aqueles que um dia foram escuteiros e que hoje ainda mantêm vivo o desejo de “partilhar com o mundo, de forma clara e com o orgulho de ostentar os símbolos do escutismo, o desejo maior do fundador, Baden-Powell, de construir um mundo melhor”.

-PUB-


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais lidas

PRÉMIO